Padre diz que ‘excessos’ motivaram mudanças


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Procurado desde a última sexta-feira por telefone pelo Comércio, o padre Marcos, vigário paroquial do Mosteiro de Claraval (MG), atendeu pessoalmente a reportagem na tarde de ontem. Inicialmente, abriu a porta e não admitiu que era o padre Marcos. Fechou a porta enquanto os jornalistas ainda conversavam com ele. Pouco depois, abriu novamente e permitiu que apenas a repórter entrasse, mas sem gravador ou agenda. O fotógrafo teve que ficar do lado de fora. Na secretaria do mosteiro, pediu para a jornalista ler as regras em voz alta e forneceu folhas de sulfite para que suas respostas fossem anotadas. Segundo ele, as novas regras para os casamentos foram elaboradas por quatro padres e um diácono do mosteiro. As limitações impostas para as cerimônias foram motivadas, segundo o padre, pelos “excessos” cometidos pelos noivos durante os casamentos. “Tivemos casais que enfeitaram a igreja com galhos de árvores entre os bancos; outros trouxeram 40 padrinhos. Assim o casamento vira um ato social. Todos os casais vão ter enfeites, pajens, padrinhos. Eles não estão proibidos. A diferença é que terão limitações para evitar exageros e não desvirtuar a essência do sacramento, que é quando o casal recebe a benção de Deus na igreja. A beleza também se dá na simplicidade”. Padre Marcos disse que os enfeites na escadaria, por exemplo, demandariam “gastos desnecessários, pois a entrada já é bonita por si só e não precisa ser ornamentada”. As novas regras entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2010, mas mesmo os noivos que firmaram contrato antes de setembro, quando as mudanças foram anunciadas, terão de cumpri-las. Padre Marcos alega que os noivos que marcaram casamento antes do anúncio oficial das normas foram avisados de que elas seriam alteradas para o próximo ano. Ele se diz aberto para dialogar com os casais que já agendaram a união. “Entendo as reações contrárias das pessoas porque muitas das vezes elas levam o matrimônio para o lado das pompas. Mas estou no mosteiro aberto para conversar com os noivos”. Em média são realizados dez casamentos por mês no Mosteiro de Claraval.

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