Justiça condena lavrador por matar aposentada a pauladas


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<b>NO XADREZ</b> - Marco Antônio é recolhido em fevereiro deste ano após ser acusado de matar a pauladas a sitiante: sentença ainda poderá ter recurso
<b>NO XADREZ</b> - Marco Antônio é recolhido em fevereiro deste ano após ser acusado de matar a pauladas a sitiante: sentença ainda poderá ter recurso
O lavrador Marcos Antônio Ferreira Alves, 19, foi condenado há 30 anos de cadeia em regime fechado. Ele era acusado de ter matado a aposentada Inocência Euripa da Silva Moscardini, 59, em Pedregulho. A mulher foi morta com pauladas na cabeça. O crime aconteceu no início de fevereiro deste ano no sítio conhecido como “Quenta Sol”, naquela cidade. A condenação foi assinada pelo Juiz Luiz Gustavo Giuntine Rezende, da comarca de Pedregulho. O promotor de acusação, Alex Facciolo Pires, fez a denúncia do crime de latrocínio (roubo seguido de morte), no Fórum daquela cidade e Marcos Antônio recebeu a pena de 30 anos. A decisão cabe recurso por parte do réu. Alves foi preso três dias depois do crime. Na época um bilhete teria ajudado a equipe de investigadores da delegacia de Pedregulho a chegar até o acusado. O papel deixado pela vítima, destinado ao marido, mencionava que o lavrador havia estado no sítio na manhã do dia do crime. Marcos foi comprar galinhas, mas a vítima não entregou, pois não sabia o que ele havia negociado com o marido. Levado para a delegacia daquele município, o lavrador confessou o crime. Em depoimento ele disse que matou a aposentada para roubar. O dinheiro roubado, R$ 680, ele gastou em bares e casas de prostituição em Ribeirão Preto. O delegado Fábio Branquinho, que elaborou o inquérito, disse que o acusado conhecia a rotina da aposentada e após ir a sua casa e descobrir que ela estava sozinha, voltou ao local e a matou para roubá-la. “Apuramos que o lavrador dominou a vítima do lado de fora da casa. Usando um pedaço de madeira desferiu três golpes na cabeça da mulher e fugiu”, disse Branquinho. Marcos Antônio Ferreira Alves sentou-se no banco dos réus e teve sua pena decretada pela justiça de Pedregulho. O irmão da aposentada disse que a condenação de 30 anos para o assassino foi justa. “Espero que ele fique mesmo todo esse tempo na cadeia. Minha irmã foi morta com requintes de crueldade. Nada vai trazer minha irmã de volta, mas achei justa uma condenação pesada para ele”, disse Paulo Henrique.

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