Quatro anos após matarem o advogado Rogério Tadeu de Carvalho, então com 27 anos, os irmãos Cristiano e Egildo José da Silva foram condenados pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) e pegaram 26 anos e oito meses de cadeia cada um. A sentença foi aplicada pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Luiz Pinheiro Sampaio. A dupla já tem condenações anteriores por roubos e responde a outra acusação de roubo seguido de morte em Ibiraci (MG). “Foi uma condenação à altura da gravidade do crime que eles praticaram. Era necessário que a Justiça desse uma resposta contundente”, disse o promotor Joaquim Rodrigues Rezende Neto, responsável pela acusação.
O latrocínio aconteceu na noite do dia 12 de agosto de 2004. Rogério conversava com a namorada diante da casa dela, na Rua Voluntário Adriano Cintra, Vila Nova, quando Cristiano e Egildo se aproximaram em uma moto. Na garupa, Cristiano exigiu a chave da Parati do advogado que estava estacionada ao lado. O assaltante se assustou com a reação da vítima e deu um tiro em sua cabeça. Eles fugiram sem nada levar. O advogado ainda foi socorrido por populares, mas morreu logo depois.
O assassinato teve intensa repercussão. O então governador Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou a Polícia Civil para prender os autores do crime e a Secretaria de Segurança Pública chegou a dar um prazo para a equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esclarecer o caso. A equipe de investigação ouviu vários suspeitos, inclusive, a namorada da vítima. Ela teve a participação descartada.
Depois de um trabalho de investigação que durou um ano e nove meses, em maio de 2006 a DIG comprovou que os irmãos Cristiano e Egildo haviam matado o advogado para tentar roubar seu carro. Eles confessaram o crime e voltaram ao local para mostrar à polícia como assassinaram a vítima.
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Na semana passada, a vasta ficha criminal dos irmãos ganhou mais uma condenação. O juiz Luiz Pinheiro Sampaio aplicou a pena base de cada um em 26 anos e oitos meses de reclusão mais 13 dias de multa. Na sentença, o magistrado destaca que eles têm péssimos antecedentes e personalidade desajustada, voltada para a prática de crimes. “Os dois irmãos são autores de diversos crimes com violência e grave ameaça contra as vítimas. Sempre utilizavam armas de fogo em suas empreitadas. Eles ostentam condenações que, somadas, ultrapassam 40 anos. Certamente, haverão de ficar por vários e vários anos atrás das grades”, finalizou o promotor.
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