Crime teve repercussão intensa no Estado


| Tempo de leitura: 1 min
Rogério Tadeu de Carvalho era sobrinho do promotor Décio Piola e do advogado Moacir Piola. Seus dois irmãos também são advogados. Ainda durante o seu velório, a diretoria da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) emitiu uma nota pública repudiando o assassinato e exigindo providências das autoridades. Familiares da vítima enviaram ofícios ao então governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e ao delegado-geral de Polícia, Marco Antônio Desgualdo, pedindo atenção especial ao caso. “Foi um caso de grande repercussão e muito difícil de ser esclarecido. Foi um dos casos em que eu fui mais cobrado pela administração. Conduzimos as investigações com lisura e transparência total”, disse Wanir José da Silveira Júnior, que comandou as investigações e hoje é o delegado seccional de São Carlos. Na opinião do policial, a condenação coroa o trabalho realizado pela DIG e pelo Ministério Público e pune de maneira exemplar os assassinos. “Quem comete este tipo de crime tem que ser punido exemplarmente. Os dois irmãos têm uma índole muito mal. São duas pessoas perigosíssimas. A sentença vai manter fora de circulação dois marginas que são da mais alta periculosidade”. Há cerca de um ano, os pais de Rogério mudaram-se para a Bahia. A irmã está em Pirassununga. Apenas o irmão, Bruno Roberto de Carvalho, permanece na cidade. “Foi uma surpresa receber esta notícia. Eu não estava sabendo. Que bom, nossa, que ótimo. Dá uma sensação de justiça. Estávamos esperando por isto”. Bruno contou que a família ainda não conseguiu se recuperar totalmente. “A nossa vida mudou muito. A justiça verdadeira não será feita aqui na terra, mas é um alívio saber que este povo não vai, por um bom tempo, fazer com outras famílias o que fez com a nossa”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários