Presidente diz ser impossível saber quantos peixes morreram


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O presidente do Castelinho, Clóvis de Castro, negou ontem que 15 mil peixes tenham morrido com o esvaziamento da represa existente dentro do clube na última semana. Segundo ele, é impossível precisar a quantidade de peixes mortos. O acidente aconteceu na semana passada, quando um defeito impediu o fechamento da comporta da represa - um dos três dispositivos previstos para controlar o nível de água do local e evitar enchentes e inundações em regiões mais baixas da cidade. “Visualmente não vi mais do que 50 peixes mortos. Todos pequenos. A maioria desceu córrego abaixo devido a violência da água. Um pouco se salvou nadando contra a correnteza e os menores, após a represa abaixar, ficaram em pequenos poços, sendo consumidos pelas garças que desceram em grande número e se banquetearam”, afirmou em entrevista à rádio Difusora. Castro explicou que o problema começou com as fortes chuvas que caíram na cidade nos dias 8 e 9 de setembro. Devido ao acúmulo de água, foi necessário acionar os dispositivos de controle do nível da represa. Primeiro, os extravasores laterais foram abertos. Depois, o monge - que é um conjunto de tábuas colocadas uma ao lado da outra e que forma uma passagem para a água. Por último, em razão do grande volume de água da chuva que caiu sobre Franca, a comporta precisou ser aberta. Quando o nível de água atingiu um patamar seguro, o dispositivo para fechar a comporta foi acionado. O problema é que ele se rompeu, a comporta permaneceu aberta e a água continuou escoando. Um dia e meio foi necessário para consertar o sistema, o que permitiu o esvaziamento da represa e a saída da maior parte dos peixes. <b>HISTÓRICO</b> A represa havia sido repovoada há um ano com 15 mil peixes. Um novo plano de repovoamento estava previsto para dezembro deste ano. O trabalho, no entanto, deve ser agilizado e colocado em prática a partir de outubro. Todo o problema ocasionou um prejuízo de R$ 11 mil ao Castelinho que mantém um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público. O termo obriga o clube a manter a represa em baixos níveis durante épocas de chuvas.

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