No encontro de gerentes da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em Franca, o superintendente regional da empresa, João Baptista Comparini, anunciou que as obras de construção da estação de captação de água no Rio Sapucaí, orçadas em mais de R$ 100 milhões, devem começar ainda no primeiro semestre de 2010.
Comparini disse que há dois lotes de obras sendo licitados para a nova captação. O primeiro, referente às estruturas, bombeamentos, estação de tratamento de água e reservatórios, já está em fase final. O conjunto de obras de tubulações, que é mais rápido, ainda não teve o edital de licitação lançado. “Nossa expectativa é a de que a construção da captação seja iniciada no começo do ano que vem. Diria, sem medo de errar, que será o maior investimento do século XXI em Franca. São mais de R$ 100 milhões.
Já não temos problema de falta de água constante na cidade e, com o Sapucaí, os cortes eventuais pela complexidade de se fazer a captação vão acabar”, disse Comparini.
O superintendente não revelou dados da primeira fase dos processos de licitação nem fez previsão de quando eles devem ser encerrados.
O encontro de gerentes, além de discutir o andamento do processo de construção da estação de captação, ainda serviu para estipular as metas a serem cumpridas pela Sabesp na região de Franca no ano que vem. O presidente da empresa, Gesner Oliveira, havia confirmado presença no encontro, mas cancelou sua participação devido a compromissos de última hora em São Paulo.
Os gerentes de 29 unidades da Sabesp na região estipularam, como principal desafio para 2010, a redução do índice de desperdício de água. “Temos sempre que melhorar nossos indicadores. O trabalho para reduzir a perda de água tem de ser permanente. Sempre temos de investir na troca de hidrômetros, na troca de rede antigas, no reparo de vazamentos e na medição adequada da água que está sendo produzida”,disse Comparini.
Segundo a Sabesp, a perda de água faturada no Brasil - diferença entre o que se produz e o que é lido nos hidrômetros na casa dos consumidores - é de 45%. Em Franca, o índice está na casa dos 18%. O maior volume se deve a erros de medição. “Temos de aproximar o que é produzido do que está sendo entregue. Para isto, é preciso reduzir vazamento nas ruas, usando materiais melhores, e eliminando a perda na medição. Muitas vezes, o hidrômetro não consegue medir a quantidade real de água que entra na casa das pessoas. O nível de precisão não é de 100%”.
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