A democracia é simplesmente fantástica. Assim como é fantástica a tecnologia de informação que aproxima os países e estreita a relação entre os povos, que mostra mais claramente os interesses capitalistas nesse planeta tão interdependente e que, assim, reforça a democracia que, continua fantástica!
Infelizmente, quando menos se espera, vêm os golpistas ou os subservientes ao capital estrangeiro e tentam bagunçar a democracia e esfriar o nacionalismo. Interessante acompanhar o debate (temperado com o choro que tenta fragilizar a soberania nacional) sobre o novo marco regulatório para a exploração do petróleo no pré-sal.
Fico perplexo com o discurso de setores da oposição que tentam emperrar a possibilidade de termos uma capacidade imensa de recursos para investir no desenvolvimento social e econômico do País. É simplesmente ridículo o discurso que fazem apresentando a proposta do novo marco regulatório como fator de dificuldade para o interesse de empresas estrangeiras na exploração do pré-sal.
Ora, essas pessoas precisam estudar Adam Smith (pai do liberalismo econômico e da economia moderna), que disse: `A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes`. Aplicando a frase ao tema em questão teríamos que, a riqueza do pré-sal investida na educação, no bem estar social e na infra-estrutura, garantiria a riqueza do povo. As empresas capitalistas, sem pátria, que migram permanentemente em busca das oportunidades que enriquecem seus donos e acionistas são, justamente, os príncipes.
A visão existente na concepção e no discurso da oposição, de teor limitado à questão política e partidária é míope porque o que se quer é estipular critérios de exploração de uma riqueza que necessita, urgentemente, ser canalizada integralmente para o povo. Se não bastassem as consequências ambientais, que fatalmente ocorrerão com uma exploração de tamanha grandeza e impacto, seria um absurdo permitir que a nossa riqueza esvaia do País graciosamente.
Para quem não conhece a história e só pensa no imediatismo das possibilidades, sugiro que leia interessante artigo escrito pelo príncipe (olha eles ai novamente) da Jordânia El Hassan bin Talal, publicado no jornal Valor Econômico do último dia 25 de agosto, propondo interessante reflexão sobre a perda de oportunidade que o mundo árabe teve ao usar a riqueza do petróleo para estimular o desenvolvimento econômico e social em suas nações. Na verdade acabaram se transformando em economias `preguiçosas`, pois são dependentes do petróleo e de ajuda externa.
Pois é a hora de sermos nacionalistas sim. Foi correta, também, a decisão de obrigar que os bens (equipamentos) a serem utilizados na exploração do pré-sal sejam fabricados no País. Vamos desenvolver empresas sólidas no Brasil, produzindo tecnologia e gerando empregos qualificados. Quem (empresas estrangeiras) quiser fornecer para a Petrobrás que venha produzir aqui e transferir sua tecnologia ao Brasil. É assim que tiraremos nosso atraso tecnológico, educacional e social. Já chega o ouro que do Brasil teve espoliado pelos ingleses através de Portugal. Lembro, que `devoção à nação` não é ufanismo e traz benefícios ao povo.
<B>Cassiano Pimentel </B>
<I>Agente de exportação e professor universitário</I>
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