Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) investigam o desaparecimento do desempregado Gilberto Ferreira Barbosa, 30, morador no Jardim Santa Bárbara. Segundo familiares, ele foi visto pela última vez no dia 7 de agosto, perto de sua casa sendo agredido por três homens. Viciado em entorpecentes, o desempregado foi acusado de praticar furtos na região onde mora.
Ontem um dos agressores foi ouvido na delegacia. Ele confessou ter "acertado" o desempregado, mas negou envolvimento em seu sumiço.
O desaparecimento de Gilberto foi registrado por sua família dois dias depois que ele havia sido espancado na rua. Testemunhas ainda não ouvidas pela polícia informaram para a mãe do desempregado, que o viram caído na rua sendo arrastado por três homens. A dona de casa Divina Maia, 57, mãe do desempregado, disse que seu filho estava sendo acusado de ter furtado objetos em casas do bairro. "Eles falam que ele rouba aqui. Ele roubava mandioca nas chácaras aqui perto. Uns falam que viram ele sendo espancado. Outros disseram que não viram. Só sei que ele está sumido", disse a dona de casa.
Esta semana a polícia intensificou as buscas ao desempregado e também as investigações em torno do que poderia realmente ter ocorrido. A equipe de homicídio da DIG identificou um morador do Jardim Santa Bárbara como uma das pessoas que agrediram o desempregado no mês passado. "Essa pessoa identificada alegou que o Gilberto é usuário de drogas e furta no bairro. Por ter sido vítima do desempregado ele o agrediu, mas nega que tenha causado algum mal maior contra a vítima ou ajudado no seu desaparecimento", disse o delegado Marcio Murari.
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