O esquema de prostituição denunciado por adolescentes francanas com idades entre 13 e 17 anos era desorganizado. Pelo menos é o que contam os envolvidos em mais de 18 depoimentos colhidos pela polícia em meados de maio. Entre programas sexuais sem hora ou locais marcados, nomes e telefones se repetem. O pagamento também é consenso: de R$ 20 a R$ 80.
Um grupo de cinco aliciadores, três empresários e dois políticos, manteria contato com as meninas. Elas seriam convidadas a participar de festas e encontros periodicamente em motéis, boates e chácaras entre Franca e Cristais Paulista e Franca e Claraval.
De acordo com uma das garotas, os contatos aconteciam por telefone celular. "Eles ligavam, ela marcava e logo eles apareciam de carro", disse uma garota de 15 anos a respeito da amiga da mesma idade. Segundo ela, não havia hora nem lugar para as ligações.
A delegada conta que apesar de os encontros parecerem aleatórios, os depoimentos confirmam a ligação entre eles. "A rede aumenta a cada depoimento, mas os nomes dos envolvidos se mantêm. O de um empresário em especial. Ele se destaca como se tivesse comando sobre todos os outros. Ainda não conseguimos pegá-lo, mas devemos ouvi-lo nos próximos dias", disse a delegada Graciela Ambrósio.
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