A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca identificou cinco suspeitos de participarem de um esquema de prostituição infantil na cidade denunciado por 10 meninas com idades entre 11 e 15 anos em meados de agosto. A partir dos relatos das garotas, a delegada Graciela Ambrósio auxiliada pelos investigadores da unidade descobriu a identidade dos possíveis aliciadores. Três deles já foram ouvidos. Eles negaram as acusações. "Além deles, voltamos a conversar com as meninas que nos passaram novas informações sobre suas atividades e pontos de prostituição", disse Graciela.
Também segundo a delegada, todos os dados relativos à viagem e à permanência das menores no Rio de Janeiro foram enviados à Polícia Federal para ser investigado. "Tudo que apuramos mandamos para eles e temos notícia de que o Juiz da Infância e Juventude de Franca, José Rodrigues Arimatéia, solicitou a intervenção da PF", disse ela.
A investigação começou em maio deste ano quando a mãe de uma menina de 13 anos procurou o Conselho Tutelar de Franca afirmando saber que sua filha estava se prostituindo. Os encontros com um homem de 39 anos aconteceriam em um imóvel situado num condomínio de prédios na Zona Norte.
Após dois meses de investigações, policiais da DDM descobriram a existência de um esquema de prostituição envolvendo outras nove menores. Elas seriam levadas a encontros com homens em apartamentos, bares e boates nos bairros Jardim Guanabara, Estação, Parque Vicente Leporace, Miramontes e em uma chácara na divisa com o município de Cristais Paulista. Entre os aliciadores estariam quatro empresários de Franca, um político da região e uma adolescente de 17 anos.
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