Cidade para em feriado prolongado


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<b>TRANQUILIDADE TOTAL</b> - Vista do calçadão vazio da Rua Voluntários da Franca, em plena área central de Franca, pouco depois do meio-dia de ontem, em razão do feriado prolongado: cidade só deve vol
<b>TRANQUILIDADE TOTAL</b> - Vista do calçadão vazio da Rua Voluntários da Franca, em plena área central de Franca, pouco depois do meio-dia de ontem, em razão do feriado prolongado: cidade só deve vol
Foi um feriado desses para ninguém colocar defeito. Depois de dois dias de chuva, tempo nublado e temperatura baixa, a segunda-feira amanheceu com céu azul e limpo e um calor de rachar. Em plena segunda-feira o que se viu foram ruas vazias, lojas fechadas e pouquíssimo movimento. Sem a desculpa do desfile de Sete de Setembro, não houve motivos para levantar cedo. Nos principais corredores comerciais de Franca, poucos se dispuseram a abrir seus estabelecimentos. Na Avenida Brasil, logo pelas primeiras horas, apenas supermercados e postos de gasolina funcionavam. Na Presidente Vargas, a mesma cena se repetiu. Em direção ao centro, apenas pequenos comércios foram vistos abertos, quase sem nenhum cliente. No Centro, o calçadão esteve irreconhecível. Todas as lojas fecharam, protagonizando uma cena incomum. No cruzamento das ruas Voluntários da Franca e Ouvidor Freire, mototaxistas conversavam tranquilamente enquanto não apareceu passageiro. "Hoje tá (sic) muito devagar; não apareceu ninguém. Ainda mais que não teve o desfile. Sabe por que não teve?", perguntou um deles. Do calçadão até a Estação, a Voluntários da Franca era um deserto em linha reta. Até no Jardim Leporace o comércio popular, formado por pequenos estabelecimentos, esteve letárgico. Antes das 12 horas, apenas algumas lanchonetes, bares e dois supermercados abriram. No campo de malha localizado na Avenida Abraão Brickman encontramos perto de 20 amigos praticando o esporte, protegendo-se do sol sob um teto improvisado de plástico. "A gente já pediu para a Prefeitura ajudar e construir uma cobertura, mas até agora nada. Só vieram antes da eleição e depois nunca mais", disse José Almir Arcolino, 43, comerciante no bairro. Nos limites do Ginásio Poliesportivo pouca gente se arriscou a caminhar ou correr antes que o sol desse uma trégua. O mesmo ocorreu no Castelinho. Por volta das 14 horas, a piscinas estavam praticamente vazias. <b>JANJÃO</b> A realidade nos dois postos de saúde municipais de Franca continuou, independente do feriado. Logo pela manhã, a sala de espera do Doutor Janjão já estava lotada. No PS Infantil, a mesma coisa. Por volta do meio-dia, a reportagem contou 12 pessoas usando máscaras, entre adultos e crianças, nos dois locais. Uma delas saiu do Janjão com exames que tinha acabado de fazer. "Eles (médicos) me disseram que provavelmente peguei a gripe suína", disse ela, uma mulher de 31 anos, mãe de três filhos, dona de um salão de beleza no Centro de Franca. No sábado, ela teria recebido uma cliente recém-chegada de Londres, e que estava gripada. "No domingo comecei a passar mal e agora estou com muita falta de ar".

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