Taxistas `prendem` e espancam assaltante


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EM PERIGO - Imagem de arquivo mostra ponto de táxi na Estação onde uma taxista foi assaltada na semana passada; categoria vive perigo quase diário
EM PERIGO - Imagem de arquivo mostra ponto de táxi na Estação onde uma taxista foi assaltada na semana passada; categoria vive perigo quase diário
Taxistas revoltados com a onda de violência em Franca resolveram agir durante a madrugada de ontem. Eles conseguiram chegar primeiro que a polícia ao desempregado FAC, acusado de ser um dos três assaltantes que roubaram um amigo da categoria. Como punição, espancaram o rapaz. A Polícia Militar evitou o linchamento, mas o ladrão teve o rosto desfigurado devido as agressões e teve de passar por atendimento médico antes de ser recolhido à cadeia do Jardim Guanabara. O roubo foi contra o taxista CTC, 41 anos, por volta das 1h30 de ontem. A vítima foi chamada para fazer uma corrida do Jardim Portinari ao Luiza II. Ao chegar no local combinado por telefone, o taxista deixou entrar no carro três homens. Durante o trajeto, os marginais anunciaram o roubo, dominaram CTC com um revólver e obrigaram a vítima a descer do carro e andar. Antes os criminosos revistaram o taxista e roubaram R$ 100 em dinheiro além do telefone celular. "Eles entraram no carro no Jardim Portinari e quando cheguei no Luiza me assaltaram. Um deles apontou o revólver enquanto os outros pegaram minha carteira e o celular. Eles mandaram eu descer e ir embora, sem olhar para trás", disse CTC. O taxista acreditou que seria liberado ali mesmo, mas quando caminhava pelo bairro em busca de ajuda foi novamente cercado pelos bandidos que o obrigaram a entrar em seu táxi. "Um deles chegou correndo atrás de mim mandando eu entrar no carro. Eles disseram que iriam me levar para o mato e lá acabar com minha vida. Eles corriam muito no carro. Fiquei com medo de um acidente", disse. Os assaltantes mantiveram o taxista como refém por aproximadamente uma hora. Durante o período, eles circularam com a vítima pela cidade, sempre ameaçando matá-lo. Ao chegarem no trevo de acesso ao Jardim Aeroporto, os assaltantes mandaram o taxista descer e só então fugiram com o veículo. CTC chegou a um "orelhão", ligou para a polícia e informou os amigos da central onde trabalha que havia sido vítima de um roubo. Profissionais de várias centrais de taxi ficaram sabendo do crime e ajudaram a procurar os bandidos por diversos bairros de Franca. Na Vila São Sebastião, alguns taxistas avistaram o carro do companheiro e passaram a segui-lo até obrigar os bandidos a parar. Dois marginais fugiram, mas FAC ficou para trás. Agarrado pelos taxistas, apanhou até a chegada dos policiais que não souberam dizer quantas pessoas agrediram o acusado. Bastante machucado, ele apresentava ferimentos graves na cabeça e no rosto. Detido, FAC alegou não se lembrar de nada. "Eu me lembro de poucas coisas. Só lembro que estava com alguns rapazes e depois acordei caído no chão. Não sei de nada e nem o que aconteceu. Eu tomo remédios", disse o acusado.

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