Mulher diz ser feiticeira, não golpista


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A Polícia Civil de Mongaguá identificou quatro pessoas acusadas de terem recebido o dinheiro desviado da empresa francana. Segundo os policiais daquela cidade, os acusados mantêm numa casa um templo religioso. Através de um computador, uma mulher atende clientes on line. "Assim eles fizeram com o rapaz aí de Franca. Eles diziam que o valor variava a cada trabalho de feitiçaria realizado", disse o investigador Paulo César. A polícia prendeu na residência quatro pessoas. Dois homens e duas mulheres. Uma delas, TR, é a "mãe de santo". No local foram apreendidos um notebook, celulares, cartões de crédito e extratos bancários, com depósitos de diversas localidades do Estado. "Abrimos o MSN do computador e vimos que a mulher mantinha contato com pessoas de diversas partes do Estado. Algumas pediam emprego, outros casamento e até separação de casais", disse o investigador. Na delegacia a "mãe de santo" negou o crime. Ela afirmou ser uma feiticeira e que seus trabalhos funcionam. Ela disse que o dinheiro cobrado serviu para comprar apetrechos usados em seus "despachos". "Ela chegou a dizer que comprou até bois que foram sacrificados em trabalhos espirituais", disse o investigador Regis da DIG de Franca. Todos os detidos foram indiciadas por estelionato e formação de quadrilha, mas responderão em liberdade. Ainda é fácil encontrar a propaganda da mãe de santo na internet. A reportagem do Comércio tentou ouvi-la ontem. A mulher que atendeu a ligação disse que não havia ninguém na casa. "Ela está viajando a trabalho", disse apenas.

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