Minha bronca é a falta de amor à Pátria. Tenho um orgulho danado e um dever grandioso de no dia 7 de setembro de cada ano, desfilar a minha independência de pensar e poder mostrar a todo o momento, que eu amo o Brasil, e que terra boa para morar igual a essa não há em nenhum outro lugar.
Certamente, por essa razão, fiquei paralisado quando li uma matéria da repórter Nelise Luques, deste Comércio, na última terça-feira, informando que o tradicional desfile de 7 de setembro, que comemora a Independência do Brasil (proclamada em 1822), foi cancelado em Franca pela Prefeitura porque a adesão das entidades ficou aquém do esperado.
A diretora da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), Ada Liboni, informou que não participaria do desfile cívico por receio da nova gripe. Só não entendi como é que essas crianças da Apae estavam na Festa do Peão, em Barretos e isso pude presenciar pela televisão.
Talvez essa seja uma das minhas características internas mais marcantes. Não sei se herdei isso geneticamente, se é do meu mapa astral, se foi da criação... Mas o caso é que eu não consigo me desligar do passado, por mais que o presente seja muito melhor.
Já se vai tão longe... Mas é doce recordar o meu tempo de menino, lá no meu grupo escolar! A hora cívica e todas as datas festivas comemoradas são páginas inesquecíveis. Havia uma foto impressionante, nos corredores daquele pátio, com mangueiras enormes fazendo sombra às cabecinhas, queimando saber. Tiradentes esquartejado me repassava misto de dor e orgulho pelo vulto histórico que representava. Duque de Caxias, o patrono do Exército, olhava-nos com semblante sério, mas rosto bondoso parecendo tomar conta daqueles soldadinhos de cabeça de papel.
Grande mural trazia `artigos` com os melhores trabalhos feitos em classe e que mereciam ser lidos pelos colegas. A voz da diretora ecoava, ribombante, por entre portas e janelas vindas da sala bem cuidada com grande mesa ao centro espreitando castigos a quem fosse lá chamado para nela adentrar. Sabíamos bem cantar os quatro hinos oficiais, sempre bem ensinados por professor especializado de música. A figura da professora Lúcia Gissi Ceraso, lá no meu Torquato Caleiro, se impunha quando seus dedos ágeis iniciavam, ao piano, os primeiros acordes dos hinos pátrios. E os cantávamos com entusiasmo e fé naquele Brasil de ontem.
Saudade do tempo que a gente, além de marchar, estudava Organização Social e Política do Brasil, aprendendo os conceitos básicos de cidadania e democracia. Tempo em que a bandeira do Brasil tremulava nos mastros das escolas e não servia de saída de banho, como agora usam em estampa de cangas e biquínis. Hoje sobra desrespeito e falta patriotismo. 7 de Setembro é a data da Independência do Brasil. É isso que os professores devem ensinar nas escolas. É por esse motivo que os estudantes devem marchar com a melhor roupa, com o maior orgulho de sua pátria, com espírito cívico.
Homenagear o País, as suas datas nacionais, não tem nada de vergonhoso nem de atrasado, pelo contrário. Se a situação econômica não é lá essas coisas, se os políticos são medonhos, se existe uma infinidade de problemas, isto não tira o mérito de constituirmos um povo e uma pátria.
Os tempos mudaram. O progresso caminha rasgando até a alma. Já não se vê ninguém mais, com poucas exceções, que fale da imagem da pátria de boca cheia, ou que cante saudosos, os belos hinos impregnados de patriotismo, apregoando civismo. E assim, cada vez mais o brasileiro se sente inferior, sem perspectiva de futuro, de melhoria de vida, de oportunidades. Isso o leva a desvalorizar símbolos nacionais, a ter horror a política, a perder a esperança. Precisamos aprender isso definitivamente. Não existe uma grande nação sem um grande povo.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
`O Congresso Nacional é um local que: se gradear vira zoológico, se murar vira presídio, se colocar uma lona em cima vira circo, se colocar lanternas vermelhas vira puteiro, e se der descarga não sobra ninguém`.
<b>NORIVALDO TOSTES LEME...</b>
O `Papi`, completou 59 anos nesta última terça-feira e recepcionou os amigos com um belo churrasco no `Bar da Baixada`, do Milton Luiz Coelho. O amigo Romero, que tem um programa de grande audiência na Rádio Difusora se fez presente e soltou a voz ao som de um violão, mostrando que continua em forma. Norivaldo acompanhou Romero, formando dupla pra ninguém botar defeito, para alegria dos amigos Braz, Jaime, Tchuba, Chicão, Barbosa Luz, João (Democrata) e Artur, entre outros, que foram saudá-lo pelo aniversário.
<b>NEGATIVO</b>
Quem vê as vitrines no Franca Shopping chega à conclusão de que os proprietários das lojas desse centro comercial não estão nem um pouco preocupados em cumprir a `Lei da Etiqueta`, em vigor desde dezembro de 2006 e que determina colocar o preço (bem visível) assim como as condições de pagamento, em todos os produtos e serviços expostos nas vitrines. Algumas lojas teimam em botar as etiquetas viradas para baixo. É o cúmulo! Mas como estamos no Brasil, país onde leis só são cumpridas pelos mais `ingênuos`, a maioria das lojas se nega a seguir a determinação . Procon neles!
<b>POSITIVO</b>
Tudo indica que o período crítico do vírus H1N1 em Franca já passou. Apesar de vários casos suspeitos são poucos os que se confirmam. Nenhum óbito foi registrado. O que não é absolutamente motivo para que haja relaxamento no combate e prevenção à doença. Ela continua rondando.
<b>PÉROLA DE BOTECO</b>
Qual a semelhança entre Estados Unidos, Palmeiras e Corinthians? Os Estados Unidos tem Obama; o Palmeiras, Obina e o Corinthians, obeso.
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
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