O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e o novo diretor-administrativo da empresa São José, Delismar Rodrigues, não atenderam a reportagem ontem para falar sobre o corte dos passes para os portadores de deficiência.
A secretária da São José, que se identificou como Maraísa, confirmou que o diretor não falará sobre o assunto. Ela orientou a reportagem a procurar o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Paulo - entidade que moveu a ação contra as leis. No sindicato, o responsável pelo setor jurídico, Manoel Zuanela, seria o único a responder sobre o caso, mas viajou para cidades da região de São Paulo ontem. Na semana passada, Manoel falou com o Comércio e disse para a reportagem procurar a empresa.
O prefeito também foi procurado. Como gestor do serviço de transporte da cidade, ele é o único que poderia cobrar da empresa um aviso prévio das suspensões da gratuidade no passe de ônibus. Por meio de sua assessoria, Sidnei disse que não iria se manifestar sobre o caso. Ele disse que sua decisão, de recorrer na Justiça contra as liminares que suspendem as gratuidades, já foi tomada. A Prefeitura espera ser notificada oficialmente sobre a suspensão das leis municipais para ingressar com recurso no TJ.
ENTENDA O CASO
O direito a gratuidade no transporte coletivo foi suspenso após o Tribunal de Justiça de São Paulo conceder quatro liminares que invalidam leis municipais que garantiam o benefício. A ação foi movida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Paulo a pedido da empresa São José. As leis seguem inválidas até que a Justiça julgue definitivamente a Ação Direta de Inconstitucionalidade das leis proposta pelo sindicato estadual.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.