Soberba


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Já não posso qualificar o senado brasileiro e nossa republica como circo. Ambos os organismos, como instituições, devem continuar recebendo o respeito dos compatrícios decentes em labor no setor produtivo, na luta operária, nas atividades liberais ou reunidas todas as categorias dentro do escopo de princípios éticos e morais. Quanto à canalhada que elegemos para deter o poder em suas porcas mãos, só nos cabe sentir vergonha do deprimente espetáculo que oferecem ao mundo em nosso nome. Por que já não se pode comparar a corja que se abraça no exercício político, impune nas falcatruas que o Brasil conhece? Os ingênuos atores do circo entram no picadeiro para alegrar o povo, – o palhaço –para fazer rir as crianças. Uma série interminável de afrontas viveu o País nas duas últimas semanas, acrescidas a outras, somadas no decorrer de sete anos com a marca PT e Lula. No plenário do Senado, a tranquilidade do seu presidente foi sentido ao jurar inocência. Negava o mar de acusações a ele atribuídas, recebendo aplausos inflamados dos comparsas de grande quilate imoral, sobejamente conhecidos no Brasil: manchas negras de Alagoas, Renan e Collor de Melo. Confiado no apoio ideológico e verbal do Presidente da República, Sarney sempre esteve seguro de sua impunidade. Assistiu-se cartão vermelho – expulsão – exibido por Suplicy questionado por um de seus pares se também valia para o Presidente Lula. Surgiu na esperteza da manha de um inexpressivo duque nada relacionado à nobreza do titulo importante de um ducado, mas, sim, ao antiético Paulo Duque – sem biografia – mandando arquivar 11 processos contra o rei do Maranhão. Um telegrama do Cardeal Arns rendendo homenagens ao sobrinho Flavio Arns por ter confessado sentir vergonha do PT com referências a Marina Silva, – os dois se desligaram do PT – fundadora do partido, que rejeita as mudanças lesivas aos princípios filosóficos que determinaram sua fundação. Pedro Simon registrava o grande mal de Lula: a soberba. A história recente mostra um senador petista, líder do governo, voltando atrás depois de se pronunciar com juízo em prol de comportamento ético. O mesmo senador trai a opinião pública, subjugado por força maior ao declinar de uma ação por ele confessada irrevogável, como marionete controlada por cordéis. Um STF – Supremo Tribunal Federal – tendo como, relator seu presidente, revela sua cegueira não vendo indícios de culpa em Antônio Palocci, na agressão feita ao caseiro Francenildo. A quebra de sigilo bancário, por justiça, deveria levar Palocci ao processo, onde seriam reunidas provas concludentes do feito. Perdeu Francenildo, parte fraca onde se arrebenta a corda, no entanto, se lhe credite coragem cidadã em denunciar poderosos prevaricadores. O Supremo acaba de enterrar a 21ª investigação contra Palocci em seus domínios. O STF dá ao Brasil um grande exemplo: não guardar princípios de cidadania, não acusar desonestos, calar-se diante de abusos de poderosos. Precisamos atender a convocação feita pela internet. Não podemos calar: "Esta é a hora: No dia 7 de setembro às 17 horas, vamos paralisar o Brasil. Vamos promover um panelaço! (...) No dia 7 de setembro, às 17 horas, estenda na janela, uma toalha, um pano qualquer! Toque cornetas! Se você estiver no carro, buzine! Vamos fazer a nação tremer por um minuto!"! Um grito pacífico e ordeiro do povo poderá restaurar nossa dignidade? Garcia Netto Jornalista

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