"Pros diabos" o Estatuto da criança e do Adolescente que proíbe o trabalho na faixa etária em que mais os nossos meninos necessitam. É o período em que começam a sentir necessidade de consumir produtos que os pais não podem comprar. Esse problema seria resolvido se fossem desenvolvidas ações que ensinassem o pequeno cidadão a produzir, dentro de suas limitações. Na minha época de escola, fazia parte do currículo aulas de trabalhos manuais. Aprendi a desenhar, pintar, tricotar, bordar e confeccionar objetos com palitos de picolé, que tornavam-se fruteiras, portas-treco e outros utensílios; tubos de papel higiênico trabalhados, davam vida a palhacinhos e fantoches; botões de roupas velhas, sementes de árvores, rolinhos de papel de catálogos e revistas, transformavam-se em bijuterias. A criação não tinha limites nas hábeis mãos dos mestres das artes manuais que estimulavam a imaginação das crianças e adolescentes. Muitas das minhas colegas são hoje artesãs e apesar de ter seguido outro rumo, ainda arrisco a confeccionar coisas. Tinha 10 anos quando aprendi a enfeitar sabonetes com espuma trabalhada. Vendia para pagar minhas pequenas necessidades. Nossa infância e juventude estão perdidas porque a falta de imaginação traz desilusões e tormentos. E, mente desocupada se torna oficina do diabo.
Rosa Santa Batista
Franca - SP
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Como são tristes situações como a retratada na matéria. Se a população se sente revoltada com absurdos do tipo, imagine a mãe dessas crianças (nem tanto pela idade e mais, pela mentalidade) como devem se sentir culpadas pelo rumo que a vida de suas filhas tomaram. Em que se deve colocar a culpa? Há culpados? Pai, mãe, amigas, o governo que deveria prestar mais ajuda às comunidades carentes? Procuram-se respostas mas raramente as encontramos. Desejo força às mães das meninas. E as meninas, deixo uma mensagem: "dinheiro não traz felicidade".
Fernanda Souza
Franca - SP
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Na matéria "Atendimento às garotas se torna prioridade para o serviço social" (disponível para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=46785), o texto `De acordo com Maria Inês, todas têm em comum um `histórico familiar muito difícil` e seriam vítimas da `pobreza, da falta de estrutura familiar e do ambiente em que cresceram`", me fez pensar. Retrataria muito bem o resultado de uma educação falha, isenta de princípios e valores morais por parte dos pais destas garotas; mas, ao citar a palavra `pobreza`, colocou em pé de igualdade a pessoa de recursos escassos com aqueles que cometem desvios de natureza ética e moral, ou então aqueles que tiveram a educação negligenciada por seus pais ou responsáveis, independente de condição financeira. Espero que os desprovidos de recursos financeiros não se sintam `vítimas da pobreza` pois isso não determina o caráter de uma pessoa. Se fosse assim, nossos ricos parlamentares que ganham polpudos salários, não teriam o sério desvio de caráter que temos presenciado diuturnamente.
Viviane Araújo
Franca - SP
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