As leis de Deus


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O domingo que estamos vivendo nos apresenta como reflexão o valor da Lei de Deus que não está enraizada na observância fria de um mandamento qualquer e sim, no modo que Deus escolheu para nos mostrar o seu Amor, pois, ao observarmos seus ensinamentos, d`Ele nos aproximamos. Os textos que serão proclamados são: Deuteronômio 4, Tiago 1 e Evangelho escrito por Marcos, 7. A parte do Livro do Deuteronômio da qual é extraída a leitura de hoje foi escrita em Babilônia, durante o dramático período do exílio. Israel perdeu a liberdade, a honra, a terra dos seus pais, o templo onde prestava culto ao seu Deus e recorda com saudade os tempos dos grandes reis Davi e Salomão, quando era uma grande nação, respeitada e temida pela sua força e pela sua sabedoria. Agora, ao contrário, está reduzida a um grupo insignificante, humilhado e disperso entre as nações. Nessa situação desesperadora, eis que surge entre os exilados um homem piedoso que reanima os seus companheiros de infortúnio. Nem tudo está perdido diz ele ainda nos resta um grande dom de Deus, uma dádiva que nos torna preclaros entre todos os povos da Terra: a nossa santa Lei. As palavras de conforto pronunciadas por esse homem sábio são transcritas e, para distingui-las com o mais alto valor, são atribuídas a Moisés. Formam os primeiros capítulos do Deuteronômio. O trecho da leitura afirma que a lei de Israel é sagrada, tem um valor absoluto, não pode ser alterada porque é obra de Deus. O mencionado homem piedoso, valoriza a legislação dos israelitas lembrando que ao observarem estes mandamentos terão, como resultado, todos dizendo: "Esta nação é o único povo sábio e inteligente". A lei de Deus oferece respeito de outros para com aqueles que a obedecem. Hoje seremos também respeitados e cumpriremos nossa missão cristã se nas nossas atitudes possuirmos, como regra, o cumprimento da lei deixada por Jesus: `amai-vos uns aos outros como eu vos amei". A segunda leitura é colhida da Carta de São Tiago. A passagem de hoje trata sobre o tema da Palavra de Deus. Não é suficiente ouvir essa palavra para conseguir a salvação. Ela precisa ser acolhida com docilidade, isto é, com o espírito disposto, que significa querer a própria conversão e praticá-la. A escuta deve produzir uma mudança radical na nossa vida. A Palavra de Deus é como um espelho no qual enxergamos a nossa própria pessoa e verificamos se a vida está ou não em conformidade com a imagem de Deus. Tiago esclarece que a verdadeira religião consiste em "socorrer os órfãos e as viúvas nas suas aflições e conservar-se puro da corrupção deste mundo". As viúvas e os órfãos, na Bíblia, representam todos aqueles que se encontram em alguma necessidade. O evangelho trata um elemento central da religião judaica: as purificações. Não podiam tomar as refeições sem lavar as mãos. Cada transgressão é tida como uma infidelidade a Deus e às tradições sagradas. As purificações devem ser feitas sobretudo, antes da oração, pois, antes de entrar em contato com Deus é preciso, logicamente, livrar-se de tudo o que é imundo. Lavar as mãos antes das refeições evitava introduzir no corpo alguma impureza que pode ter ficado nas mãos. No tempo de Jesus as purificações tinham uma importância muito grande, mas Jesus indica uma atitude mais importante: a renovação do coração. Afirma categoricamente que para Deus, não interessam de forma alguma a pureza exterior, os formalismos, as solenes liturgias do templo, as aparências. No trecho de hoje, a hipocrisia é rejeitada de forma definitiva. Jesus não quer pessoas fingidas e diz de forma clara: Deus quer "a misericórdia e não o sacrifício". O único culto que agrada a Deus é o "amor ao próximo". As ações que contaminam não procedem de fora, mas brotam do íntimo, do coração do homem. A impureza da qual é preciso ter cautela para não praticá-la é só a de ordem moral. Para Jesus, o que importa é sempre o coração, não as práticas externas. <b>AÇÕES BONDOSAS</b> Existem valores que não há dinheiro que consiga pagar. Olhando o tema de hoje é natural lembrar do serviço voluntário que atinge o coração de muitas pessoas em todos os cantos do mundo, trabalhando dentro e fora da Igreja, em prol dos necessitados. São as pastorais sociais (menor, drogados, carentes) e as Ongs que labutam em prol da dignidade humana em creches, asilos, hospitais etc. Tudo isso agrada muito a Deus. <b>PENSAMENTO</b> "A felicidade verdadeira está em amar conforme o coração de Deus". <b>José Geraldo Segantin</b> <i>Pároco da Catedral de Franca</i> segantin@comerciodafranca.com.br

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