O Fantástico, da Rede Globo levado ao ar em 23 de agosto, apresentou interessante reportagem sobre um menino (hoje adolescente) indiano que com apenas 7 anos, realizou, com êxito, cirurgia na mão de uma menina acidentada. Considerado gênio, que andou e falou aos 10 meses, sempre revelou pendores para a ciência médica.
Com 12, entrou para faculdade de Medicina onde tem surpreendido os professores com os conhecimentos que revela a respeito da Medicina em geral. Está muito interessado em encontrar a cura para o câncer, apresentando teorias diferentes a respeito da doença. Entrevistado por médicos europeus, deixou-os impressionados com as teses que apresenta. Quando indagado sobre determinado aspecto no tratamento do câncer, astutamente disse que este era um “segredinho” que ele tinha guardado.
Ao final do programa, foi dito que na Índia o menino é considerado um deus reencarnado, porquanto a palingenesia (outro nome da reencarnação) é plenamente ensinada naquele país. A visão espírita sobre os gênios em geral é a de que não se trata de “deus” reencarnado e, particularizando vocação para a Medicina, espírito que, em muitas vivências anteriores, se especializou na arte da cura e, agora, vem com o propósito de auxiliar seus irmãos em humanidade na cura de diversos males.
Esta seria (coloco no condicional propositadamente) a sua missão aqui no planeta. E esta é uma das finalidades da reencarnação. Os que mais evoluíram ajudam os que ainda estão na retaguarda. É a Sabedora Divina estabelecendo a solidariedade entre todas as faixas evolutivas. Ao executar sua tarefa no planeta, o menino médico não só se especializa naquilo que domina como adquire bônus para novas conquistas.
Sem a idéia da reencarnação, não há como explicar estes casos. Seriam fruto da genética? O Espiritismo não desconsidera a influência genética. No entanto, mostra que o espírito é anterior à genética. Isto é, o próprio espírito, que tem uma tarefa a cumprir aqui na Terra, ao programar sua volta, seleciona no mapa genético dos futuros pais, as possibilidades que mais favoreçam a execução do planejamento. Alguém poderá perguntar: por que ele não se lembra das vivências passadas? Ora, a habilidade que ele demonstra na Medicina já é uma lembrança demonstrativa dessas vidas.
Basta observar que Akrit Jaswal (este é o nome do menino) nasceu numa pequena cidade do interior da Índia, sem quaisquer condições para adquirir os conhecimentos apresentados; conhecimentos que ele revela desde a mais tenra idade. Assim, só a reencarnação pode explicar e justificar casos como este. Só a reencarnação concilia a Justiça Divina com as imensas diferenças que há na Terra. Não fora assim, a vida seria realmente uma grande injustiça.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e membrodo Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)
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