Ficais da Receita Federal e agentes da Polícia Civil prenderam na tarde de ontem o comerciante José Vicente Borges Granado, 58, dono de uma loja de produtos importados, localizada na Avenida Major Nicácio. Ele estava em seu estabelecimento quando os agentes chegaram e localizaram o material de origem estrangeira sem nota fiscal. Computadores, placas de vídeos, aparelhos eletrônicos e dólares foram apreendidos. O comerciante foi autuado em flagrante na delegacia pelo crime de descaminho e acabou recolhido na cadeia do Guanabara.
O comerciante vinha sendo investigado pela Receita Federal por suspeita de importar irregularmente aparelhos eletrônicos e bebidas. Ontem, os fiscais receberam o mandado de busca e apreensão da Justiça Federal e, auxiliados pelos investigadores do 1º Distrito Policial, realizaram o procedimento de fiscalização. Durante a ação foram encontrados em um cômodo nos fundos do estabelecimento, 14 notebooks, dezenas de baterias, caixa de disquetes, sete monitores de computadores LCD, mais de 50 placas de memórias de computadores, uma caixa de uísque Red Label e dezenas de outros objetos importados e nacionais. A mercadoria apreendida na loja chega perto de R$ 200 mil.
Além do material importado sem comprovação de origem, os ficais da receita e os policiais apreenderam mais de US$ 2 mil em dinheiro. "Cumprimos o mandado da Justiça Federal e viemos a saber que no local estava ocorrendo a comercialização de produto importado sem nota fical. Acreditamos que todo material pode ser oriundo de contrabando e descaminho", disse o delegado Djalma Donizete Batista.
Durante a fiscalização o comerciante não apresentou notas fiscais da maioria dos produtos. Ao delegado ele alegou que comprou todo o material que estava na loja dentro do Brasil. No entanto, ele não apresentou documentos que comprovassem a origem. "Ele foi autuado em flagrante por descaminho e recolhido à cadeia do Guanabara. Por se tratar de crime federal o flagrante foi encaminhado para a Justiça Federal. Na receita ele responderá a outro procedimento", disse Djalma Batista.
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