Um fio a menos aqui, outro ali. Até que quando menos se espera: não há nenhum. Comum nos mais velhos, a calvície tem aparecido cada vez mais cedo entre os jovens. O fator genético é um dos motivos para a queda. Cerca de 50% dos jovens que têm parentes calvos também desenvolvem a calvície. Assim, se você é careca provavelmente, seu pai, tios ou avós também são. Os primeiros sinais aparecem por volta dos 20 anos. Mas o estresse, a má alimentação, inflamações no couro cabeludo, radiação ou produtos químicos podem adiantar o processo de queda de cabelo.
Caso você seja um desses jovens que já percebeu sinais no topo da cabeça (cocuruto) e na parte anterior dela (nas "entradas") e se sente incomodado, não se preocupe. Há tratamentos para a calvície. Os três mais comuns são: os tratamentos à base de Finasterida (medicamento de uso contínuo) que reduz a queda capilar. "Ele bloqueia no couro cabeludo a ação da enzima "5-alfa-redutase" responsável pela conversão da testosterona para DHT (dihidrotestosterona) - que produz a pelugem fina miniaturizada (calvície). Todo mundo tem essa conversão, mas os calvos tem ela em maior nível", disse a dermatologista, Andrezza Camarinha Napolitano Barcelos.
Outro processo contra queda de cabelo é o uso do Minoxidil (geralmente em forma de tônico). O medicamento proporciona uma vasodilatação do couro cabeludo e melhora a nutrição do folículo. Ambos custam, em média, R$ 30.
Além do uso de remédios, outro tratamento disponível para calvície é o transplante folicular. Nele são usadas unidades foliculares e feitas incisões milimétricas. "Ele não impede a ação dos outros métodos. É uma opção para ter uma resposta intensa a quem tem um grau de calvície mais acentuado", disse. Os implantes podem variar de R$ 2 mil até R$ 30 mil, dependendo da quantidade, do comprimento e da técnica a ser utilizada.
A dermatologista Andrezza alerta que quando mais cedo o paciente perceber a queda e procurar tratamento melhor será o resultado. "Instituído inicialmente, ele bloqueia a progressão da calvície", disse.
ELAS GOSTAM
Sem se preocuparem com nenhum tipo de tratamento para manter as "madeixas" há também jovens que não vêem problema nenhum em serem carecas. Pelo contrário. A famosa frase "É dos carecas que elas gostam mais" tem feito sucesso na vida de alguns.
É assim com os amigos José Luiz Gouveia, 33 e Vinícius Faciroli, 27. Ambos são casados, possuem parentes calvos e desde os 18 anos começaram a ficar carecas. "Para mim foi normal. Eu levei numa boa, nunca quis que meu cabelo crescesse novamente, pelo contrário as mulheres sempre gostaram de mim assim", disse o contador Vinícius. "Eu já esperava que ia ser careca. Tenho tios com calvície, então quando começou a cair, nem foi mais novidade", disse.
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