Moradores do Ana Dorothéia reclamam do asfalto


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<b>PROBLEMA CONTINUA</b> - Asfalto do Residencial Ana Dorothéia ainda deixa poeira. Na foto, veículo trafega por uma das vias recém-pavimentada do bairro
<b>PROBLEMA CONTINUA</b> - Asfalto do Residencial Ana Dorothéia ainda deixa poeira. Na foto, veículo trafega por uma das vias recém-pavimentada do bairro
Depois de dez anos de espera os moradores do Residencial Ana Dorothéia, localizado na zona Sul de Franca, conseguiram dar início ao asfaltamento no bairro. O trabalho que começou há cerca de dois meses, mas está longe de ser a solução que os moradores esperavam. Os moradores alegam que o asfalto é de pouca qualidade, tem gerado poeira e, em alguns locais, já começa a se desfazer. A Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), responsável pela pavimentação, explica que trata-se de um asfalto de “custo social” e, por ter sido aplicado recentemente, é normal gerar poeira. Para pavimentar o bairro, as famílias optaram por planos de financiamentos. Os valores dependiam do tamanho do terreno e variaram em média de R$ 900 a R$ 1,8 mil. Cerca de 70% dos moradores assinaram as adesões. A dona de casa Anita de Souza foi uma delas e disse que, assim como ela, os demais moradores pensavam que estavam pagando por um bom serviço. “Mas isso não está sendo feito. Ficamos chateados, paguei à vista (R$ 900) a minha parte, mas continuo com a poeira. Nem parece que a rua foi asfaltada de tanta terra que há por cima dela. Por isso nos (vizinhos) juntamos e estamos reclamando”. Segundo os moradores, outro problema é que, apesar da pavimentação ser recente, há alguns pontos em que o asfalto já começa a se desfazer. “Se reparar certos lugares dá para ver que está desmanchando, dando início a pequenos buracos”, disse o mecânico de manutenção, Reinaldo Cintra, que parcelou R$ 2,5 mil para pagar o asfalto. Para tentar solucionar o problema, a intenção dos moradores é organizar um abaixo-assinado. “Queremos um tratamento melhor nas vias. Por isso vamos nos unir pedindo mais providências”, disse a dona de casa Ana Maria Ferreira. O presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues, explica que o asfalto, chamado de custo social, é feito de macadame betuminoso e, ao ser colocado, utiliza pouca mão de obra e menos tempo de máquina. “A única coisa é que quando termina o serviço fica uma poeirinha, mas que depois some. Já o asfaltamento usinado a quente (derramado com máquina) é um asfalto mais invernizado que conta com mais serviço de mão-de- obra. Por isso é mais caro e não é mais durável. Ambos têm qualidades equivalentes”, disse. Segundo ele, os moradores foram avisados sobre o tipo de asfalto que seria colocado no bairro. “Não foi feita uma proposta para um asfaltamento diferente, pois o custo iria aumentar de 30 a 40%, aí não era viável. O plano comunitário de melhoria do financiamento não libera mais de R$ 2,1 mil por lote”. Em Franca, toda a pavimentação de bairros que a Emdef realizou nesta administração foram feitos com o asfalto de custo social. “Além do Ana Dorothéia, também foi usado nos bairros Esmeralda, Elimar I e II, em parte do Jardim Luiza que, por sinal, está perfeito há mais de 5 anos e sem nenhum problema”, disse.

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