Pouco depois do anoitecer, um homem - aparentando ter no máximo 30 anos - entra em um pequeno estabelecimento comercial com o rosto coberto por um capacete, uma camisa ou um capuz. Ele aponta um revólver para o atendente, pede o dinheiro do caixa e foge com, no máximo, R$ 200.
A cena se repetiu pelo menos quatro vezes nas 24 horas entre a noite de quarta-feira e a de ontem em diferentes pontos da cidade - Jardim Vera Cruz, Parque Progresso, Jardim Brasilândia, Cidade Nova e Vila Imperador.
A ação não dura muito, aproximadamente 15 minutos, mas é o suficiente para destroçar as vítimas. "O problema não é o dinheiro, mas a sensação de que você está na mão do bandido e que ele pode fazer o que quiser com você porque tem uma arma", disse ontem ao Comércio a dona de uma das lojas roubadas na quarta-feira. Para aumentar a sensação de insegurança, nenhum dos bandidos envolvidos nos roubos citados foram identificados ou presos.
Os cinco assaltos registrados (leia texto ao lado) superam, e muito, a média dos primeiros seis meses deste ano em Franca. De acordo com a Secretaria se Segurança Pública do Estado de São Paulo, a média de roubos na cidade é superior a dois por dia. As estatísticas oficiais apontam 400 assaltos nos seis primeiros meses do ano.
Até o fim da noite de ontem, a Polícia Civil não tinha pistas de nenhum dos assaltantes. Patrulhamento da PM também não ajudou a identificar ou prender os ladrões.
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