Presos da ‘Operação Quilate’ voltam a Franca


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O comerciante Mozair Ferreira Molina, preso durante a “Operação Quilate” realizada pela Polícia Federal em Franca e outras cidades, desde ontem ocupa uma cela da cadeia do Jardim Guanabara. O pedido de transferência foi aceito pela Justiça. O próprio acusado, através de seu advogado, solicitou que fosse trazido a Franca. Molina aguarda a decisão sobre um habeas corpus impetrado por seu defensor no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A confirmação de que Mozair Molina está na cadeia do Guanabara foi dada por seu advogado, Luiz Roberto Barci. Ele estava recolhido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. A permanência de Molina em Franca, segundo seu advogado, favorecerá sua defesa. "É para favorecer a defesa, pois o caso é complexo. Nós temos que estar em contato diariamente", disse Luiz Roberto. Outra questão favorável para que Molina permaneça cumprindo a prisão preventiva em Franca é familiar. Em Franca, segundo seu defensor, estaria mais próximo da assistência da família. "Ele aqui facilita a visita de seus familiares", disse Barci. O advogado confirmou que já entrou com pedido de habeas corpus no STJ e aguarda a decisão em, no máximo, cinco dias. Na última segunda-feira, a mesma instância negou liberdade provisória ao comerciante André Cintra Alves. OUTRO VIRÁ Outro preso pelos federais que pediu transferência e deve chegar entre hoje e amanhã à cadeia francana é o comerciante André Cintra Alves. Ontem o Juiz da 2ª Vara Federal autorizou a remoção de Alves para uma das celas do Guanabara. Seus advogados estavam aguardando o ofício chegar ao CDP de Ribeirão Preto, onde o comerciante está preso. O argumento utilizado pelo advogado Guilherme Del Bianco de Oliveira para transferência de seu cliente foi o mesmo de Barci. "Fica mais fácil resolver as coisas aqui", disse Guilherme. Os demais comerciantes presos na Operação Quilate Isalto Donizete Pereira, Jorge Khabbaz e o israelense Gadi Hoffman, continuam recolhidos em CDPs e não solicitaram transferência para a cadeia do Guanabara. A afirmação é do delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor da unidade local. Ele informou não ter recebido solicitação de novas vagas para eventuais transferências. Todos já tiveram os pedidos de solturas negados na 2ª Vara Federal.

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