A criação do novo sindicato dos sapateiros traz mais um concorrente à disputa já existente pela representatividade dos trabalhadores em Franca. Os sindicatos comandados por Paulo Afonso Ribeiro - mais antigo e atual representante da categoria -e o outro por Fábio Cândido lutam pela liderança dos trabalhadores desde 1995.
Na época Cândido deixou a primeira entidade para fundar a segunda. A justificativa, que tem sido aceita pela Justiça, é de que o sindicato de Paulo Afonso é regional e não privilegiaria a cidade de Franca, enquanto o de Fábio Cândido representaria apenas os sapateiros francanos. Explicação que é contestada por Paulo Afonso.
Atualmente a luta é travada no campo jurídico. O caso já passou por quase todas as instâncias judiciais que poderiam julgar o caso -de Franca ao STF (Supremo Tribunal Federal) e TST (Tribunal Superior do Trabalho) em Brasília. Até agora a maioria das decisões da Justiça favoreceram a entidade presidida por Fábio Cândido.
Apesar das seguidas defesas e vitórias, ainda falta a ele capacidade legal para representar os sapateiros, legitimada através da carta sindical emitida pelo Ministério do Trabalho. “Só não conseguimos esse registro porque o processo ainda ‘caminha’ no Supremo. A última ação deles (sindicato de Paulo Afonso) foi a de impetrar um embargo declaratório ao processo no STF, o que deve ser julgado dentro de 15 dias no máximo”, disse o advogado de Cândido, Luís Carlos Timóteo
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