Oposição reclama de interferência do Executivo


| Tempo de leitura: 2 min
Antes da abertura das discussões sobre a LDO, o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PTB), suspendeu a sessão para que o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, fizesse uma explicação sobre o orçamento e tirasse eventuais dúvidas. A visita não foi bem recebida pela oposição. Ao perceber que o enviado do prefeito estava orientando como os vereadores deveriam votar, Paulo Afonso Ribeiro (PT) pediu Questão de Ordem e não permitiu que as orientações fossem dadas na Tribuna. "Não vejo problemas no fato do secretário vir aqui e expor as dificuldades enfrentadas, agora, querer impor ou sugerir qual emenda deveria ser aprovada ou rejeitada, não podemos aceitar. Temos de garantir o mínimo de autonomia possível. É preciso haver independência entre os Poderes". A vereadora Graciela Ambrósio (PP) também reclamou das orientações dadas pelo secretário de Finanças durante a reunião. "É um absurdo o prefeito mandar o secretário para ditar o que pode votar. Não é preciso mais nada para rebaixar a Câmara. O vereador tem que votar no que acha correto, não no que ele (Ananias) quer". Como não foi possível elencar o que era para ser aprovado na Tribuna, o secretário se reuniu, na Sala das Comissões, com vereadores da base aliada e marcaram quais emendas deveriam ser aprovadas. O petista Silas Cuba perdeu a paciência. "Quando falamos que a Câmara sofre pressão do prefeito, a bancada governista fala que não, que eles votam conforme a consciência. Como é que pode, no momento da votação, o secretário ser chamado e falar as emendas que devem ser votadas. Se os vereadores tivessem alguma dúvida, era só procurar em outro momento. Isto é interferência direta nos trabalhos da Câmara. Vereador tem que ter opinião. Depois não adianta chiar quando são criticados". Sebastião Ananias não viu problemas em sua participação e negou que tenha interferido na decisão dos vereadores. "Os Poderes devem agir de forma harmônica e independente. Harmonia não significa distanciamento. Independência não significa rompimento. É preciso que a gente compatibilize o que o ato de um poder repercute no outro". Para o secretário, a suposta vontade da oposição de querer "amarrar" a Administração não é positiva. "É bom que a Prefeitura tenha condições de executar aquilo que foi aprovado com eficiência, rapidez e isenção. Agora, é lógico que para a oposição, que quer ver travas no governo, a minha presença não é boa".

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários