Requisitado por quem procura autoconhecimento, além de ajuda para melhorar a qualidade de vida e aliviar problemas do cotidiano, o psicólogo tem visto sua profissão em ascensão. Seu dia será comemorado amanhã. Por isso, o Se Liga Profissão resolveu pesquisar como é o dia a dia desse profissional, o que estuda e as principais áreas de atuação para quem decide seguir essa carreira. Em Franca, segundo o Conselho Regional de Psicologia, há 441 profissionais cadastrados. No Brasil, no Conselho Federal, há cadastrados 170 mil psicólogos.
Para Cláudia Cristina Santos Palamoni, 27, psicóloga há cinco anos, a profissão fascina pelo fato de ajudar o próximo. "Sempre tive o desejo de ser útil, de auxiliar no bem-estar das pessoas e melhorar a qualidade de vida da comunidade", disse a profissional. Com consultório montado desde que saiu da faculdade, Cláudia diz que ser psicólogo exige esforço, dedicação e formação constante. "O ser humano está em constante transformação e nós precisamos conhecer a sociedade, por isso é necessário estudo constante".
Formada há 16 anos, a psicóloga clínica e psicanalista em formação pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto, Sônia Maria de Godoy, disse que os psicólogos têm muito a comemorar em razão do aumento do conhecimento de todos sobre a profissão e de sua popularização. "As pessoas estão começando a descobrir que há um inconsciente e que a mente precisa ser trabalhada para se viver melhor, pois é ela que rege nossa vida".
Sônia disse também que ao mesmo tempo há muita gente carente, inclusive materialmente, longe desse tipo de atendimento. "Vivemos em contradições. Há muitos que ainda não conhecem a psicologia e esse é o lado triste". Para a psicóloga um dos avanços para mudar esse cenário tem sido a dedicação de profissionais voluntários que formam ONGs (Organizações Não Governamentais) no intuito de levar a psicologia aos menos assistidos. "Temos tentado levá-la para quem deseja conhecê-la".
Estudante do 5º ano do curso de psicologia da Unifran (Universidade de Franca), Rafael Nogueira Furtado, 24, acredita que a psicologia ajuda na formação da identidade da pessoa e também a faz refletir sobre suas escolhas. "Ela ajuda a pessoa a ter autonomia, uma independência", diz o universitário que já acompanha três pacientes no estágio.
Além da clínica médica, o profissional pode também atuar em hospitais com acompanhamento de pacientes com doenças graves, trabalhar com educação estreitando o relacionamento de estudantes, pais e professores no ambiente escolar, em fóruns na área social e até no RH (Recursos Humanos) de diferentes organizações. Neste campo, o profissional trabalha com seleção, treinamento e desenvolvimento organizacional. "Toda atividade humana abre campo para a psicologia", diz o chefe do departamento de psicologia da Uni-Facef, Paulo de Tarso de Oliveira.
Ele diz também que a profissão exige uma formação humana completa baseada em três pilares (cidadania, ciência e técnica). "O psicólogo tem gosto por entender o ser humano e a humanidade, por isso sua formação envolve ciência e técnica".
Segundo Rafael, após formado, ele pretende seguir no atendimento clínico, porém não descarta a possibilidade de também atuar no segmento acadêmico. "O campo é vasto e possibilita escolhas". A psicóloga Cláudia Palamoni diz que muitos profissionais que atuam na área clínica conciliam o atendimento com outro trabalho em área diferente e, em alguns casos, até com uma segunda profissão. Aos que escolherem trabalhar em hospitais, clínicas e ambulatórios, o piso salarial é a partir de R$ 1400.
Em Franca, duas instituições de ensino oferecem formação superior: a Uni-Facef e a Unifran (Universidade de Franca). Na primeira há 200 alunos no curso, dos quais 42 se formarão neste ano. A turma será a primeira a concluir a graduação no centro universitário. Já a Unifran conta com 420 estudantes no curso, desses 36 se formarão neste ano.
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