Crise no emprego derruba Franca em ranking de desenvolvimento de cidades


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O índice de desenvolvimento de Franca caiu em 2006. É o que aponta estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com base em dados dos Ministérios do Trabalho, Educação e Saúde daquele ano. O levantamento, divulgado nesta semana, mostra que num ranking geral a cidade regrediu 128 posições se comparado ao resultado do ano anterior. O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) avaliou os 5.564 municípios brasileiros. O objetivo do estudo é mostrar a qualidade de vida nas cidades ano a ano por meio de três variáveis: emprego e renda, que analisou a geração de emprego formal, o estoque de emprego formal e os salários médios do emprego formal; educação, que levou em consideração a taxa de distorção idade-série, porcentagem de docentes com ensino superior, média de horas aulas diárias, taxa de abandono e Ideb; e saúde, com o número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas e óbitos infantis por causas evitáveis. O indicador para a classificação das cidades varia de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o patamar de desenvolvimento municipal apontado por meio das três variáveis. Em 2005, o índice geral de Franca foi 0,8057. No seguinte, o índice caiu para 0,7770. A maior queda ocorreu na variável emprego, seguida pela de educação. Somente na saúde o índice de Franca apresentou melhora. Em cada uma das três variáveis analisadas, foram consultados outros microdados que ajudaram na composição do resultado. Para o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, no que se refere a emprego, o ano de 2006 ficou marcado na cidade pelo corte de 1,2 mil vagas no setor calçadista. No período diversos fatores, como encargos tributários, dólar baixo e concorrência desleal com a China, culminaram com demissões e a diminuição na produção. Naquele ano, 2,4 milhões de pares deixaram de ser produzidos no município em comparação com os 12 meses anteriores. Em 2006 também houve o fechamento de uma das mais tradicionais empresas da cidade, a Samello. “A somatória de fatores proporcionou esse cenário. De 25.460 trabalhadores em 2005 caímos para 24.258 no ano seguinte”, disse Brigagão. Dentro da pesquisa o quesito emprego teve índice de 0,8531 ante 0,8735. No que se refere a queda no índice de educação (de 0,8735 para 0,8531), a secretária municipal da pasta, Leila Haddad, disse não ver reduções nos itens analisados. A única exceção fica por conta do número menor de egressos na educação infantil nos últimos anos. “O número de filhos por casal tem diminuído, por isso o ingresso na escola é menor”. A secretária não apontou números re ferentes ao resultado. Disse apenas que “não tivemos evasão na educação e a cada ano estamos melhor no Ideb”. Para o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, o resultado no quesito saúde reflete o esforço de um grupo que tem melhorado a qualidade de atendimento e a oferta de serviços. No setor, o índice melhorou de 0,8335 para 0,8635.

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