Fiscalização do Ibama deu início a operação em Franca


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<B>PEDRAS PRECIOSAS</B> - Policial federal é visto entrando em casa de comerciante suspeito durante ação da Operação Quilate em Franca
<B>PEDRAS PRECIOSAS</B> - Policial federal é visto entrando em casa de comerciante suspeito durante ação da Operação Quilate em Franca
Foram ações do Ibama, realizadas a partir de 2005, que deram origem às investigações da Polícia Federal que culminaram na prisão de seis pessoas em Franca (e mais cinco em outras cidades) envolvidas com o comércio ilegal de diamantes e operações de câmbio irregulares. A Operação Quilate prendeu suspeitos simultaneamente em Franca, São Paulo, Frutal (MG) e Uberlândia (MG). Houve mandados de buscas e apreensão cumpridos em mais três cidades: São José do Rio Preto, Belo Horizonte e Guarará/ (MG). De 2005 até 2007, mais de cem autos de infração foram aplicados contra garimpeiros e donos de balsa por agentes do Ibama de Barretos. A extração concentrava-se em um trecho do Rio Grande, entre as cidades de Colômbia (SP) e Frutal. Os documentos chamaram a atenção do Ministério Público Federal em Ribeirão Preto. Apesar da quantidade de autuações, apenas três ou quatro nomes apareciam. Garimpeiros estabelecidos na região teriam tentado regularizar o funcionamento da Coopergrande, uma cooperativa formada para lavrar e comercializar diamantes na região, que chegou a obter autorização para funcionamento junto ao escritório do órgão em Brasília. A licença previa a utilização de uma quantidade específica de balsas que também teriam que obedecer a um limite de tamanho. Além disso, os garimpeiros teriam que apresentar uma série de documentos para consolidar a autorização. Segundo o chefe do escritório do Ibama em Barretos, Carlos Egberto Rodrigues, 38, pouco do determinado foi obedecido pelos garimpeiros que utilizaram um número maior de balsas que o permitido e não entregaram os documentos exigidos. Eles foram multados e os locais embargados. De acordo com Rodrigues, as ações administrativas não estavam surtindo efeito e a atividade continuou praticamente ininterrupta. “A gente ia lá, apreendia material, mas eles acabavam voltando logo depois”. A partir disso começaram os contatos entre Ibama e PF. Durante os trabalhos de fiscalização, o serviço de inteligência do Ibama teria descoberto que uma pepita de diamante rosa, uma das variedades mais raras e valiosas, havia sido encontrada nas barrancas do rio e negociada por R$ 1,8 milhão. Entre os dias 27 de novembro e 1 de dezembro de 2007, 150 agentes do Ibama, das polícias federal, rodoviária federal, ambiental do Estado e do Ministério Público Federal desencadearam a Operação Diamante Rosa que terminou com mais de 220 pedras apreendidas (nem todas eram diamantes), motores retirados e 29 balsas recolhidas, sem contar as que foram destruídas pelos próprios garimpeiros durante a madrugada. <B>TUDO DE NOVO</B> Algum tempo depois da operação, assegurou Egberto Rodrigues, os garimpeiros, balseiros e atravessadores já estavam se concentrando em Colômbia novamente. Neste esquema, o garimpeiro é o que menos ganha. Fica com uma parte do valor da pedra que permanece com o dono da balsa que, por sua vez, a revende a intermediários em Frutal e, principalmente, Franca. A investigação da Polícia Federal, entretanto, continuou em curso mesmo depois de encerrada a operação, tanto que as informações da primeira ação foram definitivas para a segunda, a Quilate, realizada no dia 12 de agosto último. A partir daí, a maior parte do trabalho foi concentrada em Franca. Carlos Egberto Rodrigues afirmou que não conhece o impacto das duas operações na área de extração e lavra de diamantes em Colômbia, mas dizer que o garimpo ilegal foi desarticulado é precipitado. “É uma região produtora conhecida e nunca o garimpo levou uma pancada tão grande como agora. Mesmo assim os garimpeiros voltam. E se voltam é porque vale a pena para eles”.

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