Enquanto não vem a vacina


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Vacina contra a influenza A (H1N1), chamada suína, ainda não há. Cientistas lutam contra o tempo, em todo o mundo, em busca da possibilidade. Alguns laboratórios estimam que algo deve ser anunciado em meados de 2010. Enquanto isso, médicos continuam trabalhando "no escuro" e, em Franca, anuncia-se o primeiro caso confirmado de contágio local. Escrevi dois textos sobre o tema (A gripe A e Antes que seja tarde, disponíveis para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=46106 e http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=46332). As duas colunas serviram à finalidade para as quais as destinei: na primeira, contei que o município não tinha, à época, mesmo e apesar da pandemia consumada, os medicamentos recomendados pelo Protocolo de Procedimentos do Ministério da Saúde. Também, que a maioria dos médicos não tinha conhecimento do "norte" recomendado pelo mesmo protocolo. Na segunda, mostrei o medo de um médico experiente da rede pública de saúde, confessando que o sistema continuava trabalhando "no escuro" e que as coisas estavam acontecendo em "piloto automático" (as expressões são dele). Escolas, pessoas comuns, professores e mais médicos, manifestaram-se. Alexandre Ferreira, Secretário de Saúde municipal, conversou com a reportagem deste Comércio e foi taxativo: “estamos trabalhando e já temos os medicamentos. Exames, só para quem está internado sob suspeita grave, já que o Instituto Adolfo Lutz tem sua capacidade de trabalho esgotada”. E cravou sua opinião: “Não adianta. A gripe vai chegar à cidade”. Mais alguns dias e lá estava ele, de novo, em entrevista coletiva: o primeiro caso de contágio local estava confirmado. Funciona assim: os casos detectados até então, eram de pessoas que contraíram a gripe em viagens ou por convivência com infectados de fora de Franca. Conforme Ferreira deixou claro, “desta vez, não. Uma família, praticamente inteira, infectou-se na cidade”. Notícia de dois viéses, um ruim e outro, bom. Ruim, constatar que Alexandre Ferreira e um dos conselheiros deste Comércio, Marcos Haber (diretor da Santa Casa de Franca), tinham razão quando disseram que "mais cedo ou mais tarde, vamos ter a gripe". E bom, porque já se soube que a gripe "em família", tinha sido ultrapassada sem maiores consequências, já no dia do anúncio. Ao que parece, o vírus perde força; ou então, não agride para valer quando as pessoas têm alta resistência imunológica. Ainda assim, numa súmula rápida, o que importa é que vírus chegou, ainda não temos vacina e, quer queiramos ou não, temos que manter atenção, olhos e ouvidos em alerta, quanto a possibilidades que ajudem a enfrentar a "suína". Alexandre Leonel, ex-conselheiro deste Comércio, farmacêutico, especialista em Homeopatia pela Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas e professor do curso de pós graduação em Homeopatia do Instituto Homeopático François Lamasson, além de mestre em Promoção da Saúde, é um cara a quem prezo. É antenado. Não criou um mundinho só para si. Preocupa-se com informação e com pessoas. Encontrou algo e me deu conhecimento. Com licença dele, quero dividir com a Secretaria de Saúde do município. Vou ao e-mail que me enviou: "Caro Luiz. Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, irá distribuir o medicamento homeopático Influenzinum, no sistema público de saúde, como alternativa às medidas de combate à propagação do vírus A (H1N1). Já se estabeleceu polêmica. No Jornal Nacional de ontem, especialistas em medicina convencional se posicionaram de forma preconceituosa com relação ao uso do medicamento. Não é surpresa nenhuma, pois todas as vezes que a homeopatia pode oferecer ajuda à saúde pública `alguém` trata logo de criar celeumas ignorantes". Sigo. Não pretendo aqui estimular nem uma banda e nem outra. Vou apenas oferecer informações. Penso que, se não o fizer, posso deixar de lado possibilidade positiva na guerra que estamos travando. Continuo no e-mail de Leonel: "Recentemente, o Ministério da Saúde reconheceu a Homeopatia (Portaria 971 de maio de 2006), como terapêutica de importância a ser difundida e oferecida pelo Sistema Único de Saúde. No que tange especificamente ao Influenzinum, trata-se de homeopático registrado pela literatura científica desde 1929, segundo o Traité Complet de Thérapeutique Homéopathique. É constituído por uma mistura de 3 partes de cultura do vírus Influenza Asiático (A-singapour I 1957) e 1 parte de cultura do vírus Europeu APR-8. É, também, medicamento homeopático produzido a partir da vacina antigripal feita pelo Instituto Pasteur. (...) A distribuição encontra, portanto, amparo filosófico, científico, técnico, prático e legal, não havendo nenhuma razão ética e sanitária para que outras cidades do País também não o faça". No link http://rmtonline.globo.com/noticias.asp?em=3&n= 458025&p=2, há matéria produzida pela TV Morena, com detalhes sobre a produção de 400 mil doses encomendadas pela Secretaria da Saúde municipal daquela cidade, para distribuição em escolas, creches e postos de saúde". E, por que não? `PREVENTIVO` Luís Darci Siqueira, homeopata envolvido no procedimento adotado pela Secretaria de Saúde de Campo Grande, disse que "o Influenzinun é um preventivo, no sentido de que, se a pessoa estiver no ambiente quem que o vírus está circulando e que muitas pessoas estão sendo contagiadas, muitos não irão desenvolver o estado de doença e outras sim. Com o auxilio da medicação, a gente espera que as pessoas que vão desenvolver, que desenvolvam sintomas mais leves e que diminuam o índice de complicações". E, POR QUE NÃO? Dizia meu pai, o sábio Domingos Lima, que viveu no tempo da gripe espanhola e se foi aos 94 anos – e minha mãe Juraci, depois de 50 anos de casamento, concordando totalmente com ele –, que "pode-se pecar por excesso, mas não, por falta". Esta coluna podia não ter sido escrita, mas foi. Quem sabe, não é? Luiz Neto Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br

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