O número de casos confirmados de gripe suína saltou de quatro para sete em Franca. Além da grávida de 22 anos - a primeira vítima a contrair a nova gripe dentro do município - seus dois filhos (de 1 e 4 anos) e o irmão, um borracheiro de 28 anos, também apresentaram sintomas do vírus influenza A (H1N1) e foram considerados portadores da doença por meio de vínculo epidemiológico.
A informação foi dada na manhã de ontem durante entrevista coletiva com o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira. A gerente da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Sampaio, também participou da coletiva. Além dos três primeiros casos que ocorreram no começo de julho nos quais a contaminação se deu fora da cidade, o município tem ainda outros cinco casos suspeitos aguardando resultado.
A jovem contaminada, que está no quarto mês de gestação, manifestou os primeiros sintomas da nova gripe no dia 6 deste mês, no dia 8 recebeu orientações, coletou material para exames e foi internada, seguindo protocolo do Ministério da Saúde, num hospital particular onde teve alta três dias depois. Desde então, ela não apresenta mais indícios da doença e está em casa. As crianças, que foram diagnosticadas com crise de bronquite, e o tio também não estão mais com o quadro gripal. O marido da grávida não apresentou sintomas da doença.
Ontem o secretário não soube dizer onde a mãe e as crianças contraíram a doença, mas afirmou que trabalha com duas hipóteses e fará todo o roteiro para descobrir a origem dos casos. O irmão da infectada teria contraído a doença posteriormente, a partir do contato com os parentes.
“Vamos investigar onde eles estiveram nos últimos dez dias antes da manifestação dos sintomas. Já as pessoas com quem a mãe e os filhos tiveram contato posteriormente, nenhuma apresentou quadro gripal. Entre elas estão os pais da grávida e o marido”, disse Alexandre. A vítima é dona de casa e as crianças não frequentam ou frequentaram creche ou escola. O tio trabalha numa borracharia com outras três pessoas que estão sendo monitoradas.
<b>Ouça o secretário Alexandre Ferreira:</b>
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A primeira hipótese da origem da doença é de um grupo de pescadores francanos que estiveram em Nova Crixás, no norte de Goiás. O grupo de nove pessoas teve contato com a gestante durante uma festa familiar que contou com a presença de cerca de 20 pessoas no começo do mês. A outra suposição é que o vírus tenha sido transmitido por um vizinho, que veio de Londres, na Inglaterra, e visitou a família. “Vamos retomar as entrevistas com todas as pessoas para descobrir de onde saiu a doença”, disse o secretário. Ele espera que no máximo até semana que vem consiga terminar o roteiro.
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