Nos últimos dois dias, o Comércio conversou com cinco adolescentes com idades entre 13 e 17 anos que foram citadas no inquérito policial aberto para apurar o esquema de prostituição infantil em Franca. Uma delas, de 16 anos, disse ter amigas envolvidas no caso, contou detalhes sobre o comportamento das jovens, mas negou participação.
<b>Comércio da Franca</b> - Quando você ficou sabendo que sua amiga se prostituía?
<b>Adolescente</b> - Começou este ano. No primeiro dia, ela disse que tinha saído com um ‘cara’ aí e que ele teria lhe dado dinheiro. Todo lugar que a gente ia, ela entrava em um carro e voltava uma hora depois. “Olha fiz um programinha ali, mas já voltei”, ela falava. “Ia atrás de dinheiro para entrar nas boates, nesses lugar”...
<b>Comércio</b> - Como assim?
<b>Adolescente</b> - É... Ela vai, fica uma hora, volta e fica tudo normal. Sai e vai gastar o dinheiro. Do nada... Para ela não importa se a pessoa é alta, baixa, gorda, magra, velha ou nova. É dinheiro na mão, calcinha no chão. Ela pensa desse jeito.
<b>Comércio</b> - Onde isso acontecia?
<b>Adolescente</b> - Ela dava o número do celular dela para os caras. Eu não conheço. Eles ligavam e marcavam com ela. Ela saía e chegava com R$ 50.
<b>Comércio</b> - E para quê ela usava o dinheiro?
<b>Adolescente</b> - Para comprar besteiras, roupas e sair.
<b>Comércio</b> - Já passou pela cabeça dela que ela pode ficar doente ou grávida?
<b>Adolescente</b> - Nunca passou isso na cabeça dela, não. Eu já falei para ela, mas ela diz que não tem problema e que o que importa é o dinheiro.
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