Desde as últimas semanas de julho, encontrar um frasco de álcool gel para comprar não tem sido uma tarefa fácil. O produto sumiu das distribuidoras de Franca e, nos estabelecimentos onde ainda é possível encontrá-lo, a procura está acima do esperado. Somente numa rede de farmácias da cidade são vendidas em média 1,5 mil unidades por dia. Antes, o produto nem constava no histórico de vendas.
Usado para higienizar as mãos, o antisséptico sofreu um “boom” nas vendas pelo fato de ser indicado como meio de ajudar na prevenção à nova gripe. Com o retorno das aulas nos últimos dias, a busca pelo álcool foi ainda maior, a ponto de esvaziar as prateleiras.
Na Attiva Produtos de Limpeza antes era necessário um mês para vender 18 litros do produto. Bastaram os anúncios sobre a eficiência do álcool para eliminar possíveis vírus em mãos e móveis para as vendas saltarem para 2 mil litros por semana. “As vendas dispararam e desde quinta-feira estamos sem o produto.
Temos em torno de 20 clientes na fila de espera”, disse a encarregada de vendas, Cláudia Ramos. Na empresa um vidro com 500 ml custa R$ 3,45. A previsão é que um novo carregamento do gel chegue até o fim da semana.
A Multseg, distribuidora da marca Prolim, não tem conseguido atender a demanda de pedidos. Todos os dias são dezenas de ligações atrás do álcool feitas pelos mais variados clientes, como donas de casas, escolas, clínicas de beleza e consultórios médicos. Para o proprietário Sandro Costa de Souza a procura surpreendeu os fabricantes e atrasou as entregas. Ele que esperava receber 50 caixas com 12 frascos da empresa, só receberá metade do pedido.
Pedro Henrique de Carvalho Ranburgo, da Redeserv Comércio, também está surpreso com as vendas. De uma média de 80 litros por mês, a empresa tem comercializado atualmente 700 litros por semana. “Antes a nossa venda era restrita para hospitais, agora aparece todo tipo de cliente. O ideal era que esse movimento fosse mantido sempre e não só de última hora”. Ontem o empresário tinha apenas dez litros do álcool e aguardava pela entrega de uma nova remessa. O prazo na reposição tem demorado de oito a até 30 dias.
<b>ÁLCOOL EM GEL</b>
Para o farmacêutico Fabrício Pedroza, da rede Drogafarma, o álcool gel tem eficácia bactericida, pois com as mãos limpas o risco de contágio pelo vírus Influenza A (H1N1) fica reduzido. Os mais indicados são os que têm concentração de álcool entre 65% e 70%. “Quando uma pessoa tosse as secreções vão para as mãos e depois pode ser passada para a boca e os olhos. O álcool gel faz o papel de antisséptico”. Nas farmácias da rede, o produto tem sido reposto diariamente. Para atender a enxurrada de produtos há contrato com oito fornecedores. “A gente coloca o produto na prateleira no começo do dia e chega à tarde já não tem”.
<b>O repórter Marco Felippe conversou com Fabricio Pedroza, da Drogafarma.Ouça:</b>
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