Grupo de dez meninas revela esquema de prostituição infantil em Franca


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<b>DESESPERO</b> - Imagem distorcida da mãe de uma das garotas que participaria do esquema: não vê a filha há dois meses
<b>DESESPERO</b> - Imagem distorcida da mãe de uma das garotas que participaria do esquema: não vê a filha há dois meses
A Polícia Civil de Franca investiga a existência de um esquema de prostituição infantil envolvendo pelo menos dez meninas com idades entre 12 e 15 anos. Elas seriam levadas a encontros com homens em apartamentos, bares e boates nos bairros Jardim Guanabara, Estação, Parque Vicente Leporace, Miramontes e em uma chácara na divisa com o município de Cristais Paulista. Entre os aliciadores estariam quatro empresários de Franca, um político da região e uma adolescente de 17 anos. Um inquérito para apurar o caso corre na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca e oito das dez garotas já foram ouvidas pela delegada Graciela David de Lourdes Ambrosio. "Elas se conhecem e contam histórias similares, sempre com os mesmos autores", disse ela. (leia mais em textos de apoio). A investigação começou em maio deste ano quando a mãe de uma menina de 13 anos procurou o Conselho Tutelar de Franca afirmando saber que sua filha estava se prostituindo. Os encontros com um homem de 39 anos aconteceriam em um imóvel situado num condomínio de prédios na Zona Norte da cidade. A garota foi a primeira a prestar depoimento. Ela contou como funciona o esquema e passou à polícia os nomes de outras meninas. As adolescentes, de origem humilde, em sua maioria, moram em bairros como Miramontes, Santa Terezinha e Jardim Aeroporto. "A gente ia em dias alternados no apartamento dele, sempre entre às 19 e 21 horas. Eu recebia R$ 50 para transar com ele. As outras meninas ganhavam R$ 100, mas tinham que dividir entre elas e dar uma parte para uma moça de 17 anos que levava a gente lá", disse a menina em seu depoimento na DDM. Ela também contou que várias noites ficou em frente a um bar na Estação à espera de "outros clientes", que seriam levados pela mesma moça. "A gente tinha que dar R$ 20 para ela", contou a garota. "Com os nomes das outras envolvidas, trabalhamos junto com o Conselho Tutelar para trazê-las aqui. Assim, começamos a costurar as histórias", revelou a delegada. De acordo com Graciela Ambrosio, as outras garotas ouvidas confirmaram parte das histórias e acrescentaram novos personagens. "Ela denunciou uma outra adolescente que manteria relações sexuais com um político da região e levaria outras meninas para fazer programas sexuais em uma chácara na divisa com o município de Cristais Paulista", disse a delegada. Nos depoimentos ainda aparece um empresário que estaria se relacionando sexualmente com várias delas. "Elas falaram que há também um homem, proprietário de um bar, que pegaria as meninas em casa para que realizassem programas com ele e outros homens às vezes em carros, outras vezes em motéis da região da Estação", explicou a delegada. As garotas também disseram que fazem viagens até o Rio de Janeiro, mas apenas por diversão. A polícia, no entanto, acredita que elas tenham que se prostituir para sobreviver na capital carioca. <b>Ouça abaixo a repórter Fernanda Bufoni:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_f7e5f91c_8cae_11de_a69a_0015c5f4d265" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&clip_pid=hsnymnywlz&id=1_f7e5f91c_8cae_11de_a69a_0015c5f4d265&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fhsnymnywlz.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/hsnymnywlz--18567"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/hsnymnywlz/1/1_f7e5f91c_8cae_11de_a69a_0015c5f4d265/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/hsnymnywlz--18567"><u>aqui</u></i></a>. Para o Conselho Tutelar que acompanha o caso desde a denúncia inicial, não há como negar a existência de um esquema de prostituição infantil na cidade. "Sabemos dos casos, mas as informações que a gente tem são poucas. Nós acompanhamos e orientamos as meninas, advertimos os pais e encaminhamos a família para atendimento psicológico. Além disso passamos todos os dados à DDM", disse a conselheira Ely Vitoriano. Fotos no <a target="_blank" href="http://gcnvaz.wordpress.com"><b>Blog do Vaz</b>.

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