Prédio da AEC pode virar patrimônio histórico


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O prédio da AEC-Castelinho, localizado na esquina das Ruas Monsenhor Rosa com a General Osório, pode ser tombado e virar patrimônio histórico de Franca. O pedido partiu do Condephat (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) e teve como base os aspectos arquitetônicos do imóvel, a data de construção e sua história na cidade. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) acatou a sugestão e encaminhou para a Câmara Municipal um projeto de lei pedindo autorização para tombar o imóvel. O projeto está na pauta da sessão de hoje e a decisão está nas mãos dos vereadores. O prédio é patrimônio dos associados do Clube AEC/Castelinho. A diretoria, além de ser contra o tombamento, planejava outro destino para o prédio: vendê-lo e amortizar dívidas que giram em torno de R$ 3,5 milhões. “Estamos negociando o prédio há um ano. Conseguimos um comprador, mas quando ele soube do processo de tombamento, desistiu. Perdemos um negócio de R$ 2 milhões”, disse Clóvis de Castro, diretor financeiro do Clube. O tombamento sugerido no projeto preserva as características originais do prédio, mas não impede a venda do imóvel. Ainda assim, a diretoria da AEC teme que o processo afaste novos interessados. “Não vamos fazer nada que impeça (o tombamento). Mas acreditamos em uma decisão favorável a gente”, disse Clóvis. HISTÓRIA Construído em 1954, o prédio da AEC levou a assinatura do arquiteto boliviano Carlos Gonzales Lack. À época, a estrutura apresentava a Franca uma arquitetura moderna com rampas, pilares e cercada por vidraças. “Na época da construção, a cidade já tinha um século de história. A linguagem arquitetônica fez do edifício um diferencial. Isso explica a causa dele ter gerado ‘impacto’ na população. (...) Faz parte da arquitetura moderna brasileira”, disse Graziela Alves Corrêa, presidente do Condephat. O arquiteto Mauro Ferreira disse ontem ser favorável à preservação do prédio. Segundo ele, o tombamento não significa que o proprietário não poderá fazer as reformas para colocá-lo em funcionamento com segurança. “(...) Não vamos cometer de novo o mesmo erro do Hotel Francano que deixaram demolir e depois ficou o arrependimento das pessoas”, disse Mauro.

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