Depois de um primeiro semestre de demissões e acordos de férias, a Calçados Tenny Wee começa a contratar. A empresa irá repor cem funcionários dos setores de pesponto e montagem. A expectativa é produzir 4,2 mil pares por dia a partir da próxima semana. Atualmente, são fabricados 3,5 mil pares.
O anúncio foi feito na tarde de ontem pelo gerente de Recursos Humanos da empresa, Israel Dener. “Não é ainda um aumento de demanda. É, sim, reposição de mão de obra que, infelizmente, a gente teve de dispensar no primeiro semestre”.
Para repor seu quadro de funcionários, a Tenny Wee não precisou convocar trabalhadores por meio de agências de emprego ou mídia. A convocação se deu por meio dos próprios funcionários da empresa na tarde da última sexta-feira. O interesse foi tão grande que ontem mais de 400 pessoas fizeram fila na porta da fábrica. “Vamos fazer a seleção entre essas pessoas”, disse Israel.
As contratações não serão temporárias. A intenção da empresa é efetivar o emprego dos novos funcionários após o período de experiência. Há, ainda, a possibilidade da abertura de novas vagas a partir do mês de setembro, quando aumenta a demanda de pedidos por conta das vendas de final de ano.
Não diferente da maioria das indústrias calçadistas, a Tenny Wee passou um primeiro semestre readequando seu quadro de funcionários e tentando driblar a crise. Mas o estoque de produtos aliado à retração nas vendas obrigou a empresa a demitir e conceder férias. Entre março e abril mais de 150 funcionários assinaram o aviso prévio. O mesmo número de pessoas tirou férias para não perder o emprego. Á época, a empresa contava com mil funcionários.
<b>Ouça abaixo a reportagem de Renata Modesto:</b>
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BOA FASE
Em junho de 2008, a Calçados Tenny Wee anunciava a compra da fábrica e marca Schio, produzida até então pela Calçados Galvani. Não demorou muito para a empresa anunciar 300 postos de trabalho e ter uma fila de 1,5 mil pretendentes aos cargos.
No final do ano passado a fábrica chegou a empregar 1,5 mil pessoas e produzir 5,8 mil pares de calçados por dia. Hoje, com a produção de 3,5 mil pares, ela tenta voltar à boa fase que passou antes da crise.
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