Três casos de violência doméstica movimentaram o Plantão Policial durante o fim de semana. O caso mais grave foi registrado após a empregada doméstica VGP, 39, ter o braço direito quebrado pelo marido durante uma sessão de espancamento. Ela foi socorrida por uma ambulância para a Santa Casa de Franca. As outras duas ocorrências foram de ameaça e lesão corporal.
O espancamento da doméstica aconteceu no Jardim Luiza II. O acusado, AJ, 41, chegou em casa embriagado por volta das 20h30 e passou a fazer ameaças a mulher. Testemunhas viram quando o ajudante pegou uma faca de cozinha e correu atrás da companheira, ameaçando matá-la. Vizinhos evitaram algo pior segurando o agressor até a chegada da polícia.
Antes de perseguir a doméstica dizendo que ia esfaqueá-la, o acusado já tinha agredido a mulher com socos e chutes. “Ele extrapolou na violência e chegou a fraturar o braço direito da vítima”, disse o escrivão Rogério Primo na delegacia.
Diante da violência do marido a vítima decidiu representar criminalmente contra ele. O delegado de plantão arbitrou uma fiança de R$ 310. Sem dinheiro para efetuar o pagamento, o acusado acabou levado para a cadeia do Jardim Guanabara.
OUTROS CASOS
Praticamente no mesmo horário, uma confusão semelhante à do Jardim Luiza II aconteceu no Parque Vicente Leporace. Um pedreiro desempregado, 28 anos, também chegou em casa embriagado.
Segundo a polícia, a mulher dele, uma dona de casa de 26 anos, começou a reclamar do comportamento do companheiro dizendo que tinha “dinheiro para pinga, mas não para comprar comida”. O homem então teria revidado as ofensas e ameaçado matá-la. Assustada com a violência da promessa, a mulher resolveu procurar a polícia e deixar o caso registrado para tentar diminuir o ímpeto do marido violento.
No Bairro Santa Maria, outra dona de casa, esta com 33 anos, foi empurrada pelo companheiro, um sapateiro de 38 anos. Devido a agressão, a mulher bateu com as costas em uma parede. Ela chegou ao Plantão reclamando de fortes dores nas região do corpo e disse aos policiais que a briga teria começado por causa do filho adolescente do casal. A dona de casa, no entanto, preferiu não dar maiores detalhes.
Nos dois últimos casos, apesar de procurarem a polícia por terem sido ameaçadas e agredidas, as mulheres decidiram não representar contra os companheiros. A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) deve investigar os casos e as vítimas ainda terão seis meses para mudar de ideia e manifestar o desejo de ver os companheiros incriminados.
MARIA DA PENHA
Criada para ser um instrumento contra a violência doméstica, a Lei Maria da Penha completou três anos no último dia 7 de agosto. Segundo a delegada Graciela Ambrosio, da DDM de Franca, ela acredita que o número de denúncias cresceu após a vigência da nova lei. “Resta somente elas terem coragem de representar contra os maridos para que possamos indiciá-los. Só assim o caso chegará à Justiça”, comentou. Ela esclareceu não ter em mãos o número de casos registrados na delegacia com base na lei Maria da Penha. “Estamos fazendo um levantamento”.
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