PF quer recadastrar armas francanas


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CAMPANHA - Foto de arquivo mostra armas recebidas pela Delegacia Seccional de Franca durante Campanha de Desarmamento que terminou em 2005
CAMPANHA - Foto de arquivo mostra armas recebidas pela Delegacia Seccional de Franca durante Campanha de Desarmamento que terminou em 2005
A Aniam (Associação Nacional da Indústria de Armas e Munição) começou oficialmente este mês a campanha para recadastramento de armas no Estado de São Paulo. Em Franca, a ação - acertada em julho deste ano entre a associação e a Polícia Federal - tem veiculado peças publicitárias para alertar a população sobre o novo prazo limite para a regularização da posse de armas por civis (leia como fazer em texto no site) A previsão de investimento é de R$ 4 milhões em todo o Brasil e a campanha é custeada pela Aniam. De acordo com a associação, a ideia é regularizar a situação dos armamentos no Brasil para possibilitar a venda de munições, já que a partir de janeiro do ano que vem será impossível comprar o produto sem o cadastro da arma. Além disso, depois deste período quem for flagrado com uma arma sem cadastro estará cometendo o crime de posse ilegal de arma, inafiançável e com penas que variam entre 1 e 3 anos de prisão. Em Franca, a única loja autorizada a vender armamentos é A Caçadora, no Centro. "Muita gente tem nos procurado para saber como fazer o recadastramento. Orientamos a todos quanto à documentação que deve ser enviada à PF de Ribeirão Preto", disse Milton de Oliveira, proprietário da loja. Através de sua página na internet, a Aniam (www.aniam.org.br) informa ainda outros detalhes sobre a posse e o porte de armas: "As pessoas não podem carregar armas pela rua, mas, ao contrário do que muita gente pensa, podem mantê-las dentro de casa". DESARMAMENTO Segundo a Polícia Federal, na primeira Campanha do Desarmamento, realizada entre os anos de 2003 e 2005, 446,8 mil armas foram entregues em todo o Brasil. Cerca de R$ 57,2 milhões foram pagos a título de indenizações. Em Franca, de acordo com a Delegacia Seccional, que concentrou o recebimento do armamento durante a campanha, foram entregues 1.131 armas entre revolveres (471), espingardas (295), garruchas (308) e pistolas (57). Para o delegado da Polícia Civil, Daniel Paulo Radaelli, o número não surpreendeu. "Achamos que a quantidade poderia ser maior. Chamou nossa atenção a quantidade de garruchas, armas antigas e provavelmente herdadas pelas famílias", disse o delegado. As duas garruchas do avô que estavam guardadas na casa de um policial civil foram as primeiras a serem entregues à Delegacia Seccional de Franca durante a Campanha de Desarmamento. "Elas são muito antigas e estavam guardadas há anos. Achei que não valia a pena recadastrá-las, então resolvi entregar. Recebi R$ 200 pelas duas", disse um policial que preferiu não se identificar. As armas recebidas pela delegacia seccional de Franca foram levadas para a Polícia Federal em Ribeirão Preto, de onde deveriam ser repassadas ao Exército para destruição.

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