Justiça liberta 3 dos presos na ‘Operação Quilate’


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A LEI - Delegado Felipe Hayashi, da Polícia Federal de Ribeirão Preto, dá entrevista no dia da prisão dos envolvidos
A LEI - Delegado Felipe Hayashi, da Polícia Federal de Ribeirão Preto, dá entrevista no dia da prisão dos envolvidos
A Justiça concedeu os primeiros alvarás de soltura para as pessoas presas durante a “Operação Quilate”, desencadeada pela Polícia Federal na manhã da última quarta-feira em Franca. A dona de casa Rejane Aparecida Coelho Teixeira Khabbaz deixou a cadeia ontem (sábado) pela manhã. Outro liberado foi o lapidário José Roberto Assis, que estava no CDP (Centro de Detenção Provisória) da região de Ribeirão Preto. Rejane Aparecida estava na cadeia de Cajuru (SP) e saiu por volta das 11h30, acompanhada de seus advogados. A dona de casa foi presa em sua casa na Vila Industrial no dia da operação. Policiais federais fizeram buscas na residência da família Khabbaz e encontraram algumas amostras de pedras preciosas sem nota fiscal de origem, o que determinou a prisão da mulher. O marido de Rejane, o comerciante Jorge Khabbaz, foi preso na residência de familiares em São Paulo na mesma ação da PF. Ele continua preso. O advogado João Carlos Souza Freitas Júnior, que defende a família Khabbaz, entrou com pedido de relaxamento de flagrante junto à Segunda Vara da Justiça Federal em Franca. Na noite de sexta-feira, o requerimento foi aceito e a dona de casa acabou solta ontem pela manhã. O Comércio tentou falar com Rejane, que informou, por meio de seu advogado, não ter condições de atender. “Ela está muito cansada. Não dormiu nestes dias. Quer descansar e só depois decidirá se atenderá à imprensa”, disse João Carlos. Para o advogado, Rejane se viu envolvida em uma confusão. “Ela é uma dona de casa e não tem nada a ver com negócios relacionados a comércio de diamantes”. Outro que também conseguiu a liberdade provisória foi o lapidário José Roberto Assis, que estava preso no CDP de Ribeirão Preto. O advogado de defesa de Assis, Wagner Artiaga, ingressou com o mesmo procedimento e conseguiu a liberdade provisória de seu cliente. O lapidário seria responsável por transformar as pedras brutas em diamantes. Quem também recebeu alvará de soltura foi o comerciante Danilo Cintra Alves. Apesar de não ter relação com o grupo, Alves foi preso durante a operação por posse ilegal de arma de fogo. Ele é irmão e sócio de André Cintra, investigado no caso dos diamantes, num estacionamento de veículos. No local, a polícia apreendeu um revólver de uso das Forças Armadas, pertencente a Danilo.

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