`Comércio` consegue a relação completa dos presos na `Operação Quilate` em Franca


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ROTINA QUEBRADA - Fachada da porta de entrada do Edifício Esmeralda, Centro de Franca: escritórios continuam fechados depois da ação da Pólícia Federal nesta semana
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O jornal Comércio da Franca desvendou o mistério. A mulher presa durante a Operação Quilate, deflagrada quarta-feira pela Polícia Federal em Franca, Frutal, Uberlândia, São José do Rio Preto e São Paulo, é Rejane Aparecida Coelho Teixeira Khabbaz. Ela está recolhida em uma cela da cadeia feminina de Cajuru (SP), cidade localizada na região de Ribeirão Preto. Cinco homens - Isalto Donizete Pereira, Mozair Ferreira Molina, André Cintra Alves, todos comerciantes de pedras preciosas, José Roberto Assis, que trabalhava os diamantes, e o israelense Gadi Hoffman, maior comprador da organização, segundo a PF - estão em CDPs (Centro de Detenção Provisória) da região. Cinco pessoas foram presas nas outras cidades. Um irmão de André Cintra foi preso no estacionamento de veículos da família sob a acusação de porte ilegal de arma de fogo. Danilo Cintra Alves acabou recolhido a uma cela da cadeia do Jardim Guanabara, em Franca. A Polícia Federal manteve os nomes de todos os envolvidos sob sigilo absoluto. A lista foi publicada com exclusividade pelo Comércio da Franca. O marido de Rejane é Jorge Khabbaz, outro conhecido comerciante de pedras contra o qual também haveria mandado de prisão expedido. Este mandado seria cumprido junto aos demais da Operação Quilate, mas Khabbaz escapou por estar em viagem a São Paulo. Fortes rumores na tarde de ontem em Franca diziam que ele teria sido preso na residência de familiares, em São Paulo, enquanto dormia. Depois teria sido recolhido a um CDP de São Paulo. A Polícia Federal, no entanto, não confirmou a informação. Às 18 horas, a reportagem ligou para a assessoria de comunicação da PF, em Ribeirão Preto. A responsável pelo setor disse que os delegados haviam saído e que a confirmação só poderá ser feita na segunda-feira. O grupo preso em Franca é acusado de estar à frente de uma organização especializada em comercializar ilegalmente pedras preciosas e efetuar operações cambiais irregulares. As pedras eram vendidas para países da América Central, Europa e Ásia. Rejane foi a única mulher presa na operação. Seu nome surgiu no fim da tarde de ontem, após um complexo trabalho de apuração feito junto a policiais, advogados e lapidários. O Comércio teve acesso a uma pessoa que revelou a ida de familiares da mulher a Cajuru com o intuito de lhe entregar roupas. No dia da operação, policiais federais fizeram buscas na residência da família Khabbaz, localizada na Vila Industrial. Outra equipe vistoriou o escritório do comerciante localizado no sétimo andar do Edifício Esmeralda, no Centro. Um dos procurados, Jorge havia viajado por acaso para São Paulo. Um filho dele e a mulher foram detidos. O rapaz acabou liberado, mas ela foi levada para a sede da PF em Ribeirão Preto e depois transferida para a cadeia de Cajuru. No início desta madrugada, o advogado João Carlos Souza Freitas Júnior entrou em contato com a redação do Comércio e se apresentou como defensor de Rejane Khabbaz. Segundo o advogado, a Justiça concedeu ontem à noite sua liberdade provisória. A decisão deve ser cumprida neste sábado.

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