Aulas adiadas por medo da gripe prejudicam comerciantes


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MOVIMENTO FRACO - Dionísio dos Santos, da Fast Cópias, com braços cruzados e as máquinas copiadoras paradas: “Não tenho serviço”
MOVIMENTO FRACO - Dionísio dos Santos, da Fast Cópias, com braços cruzados e as máquinas copiadoras paradas: “Não tenho serviço”
Na cantina do Veloso, na praça de alimentação da Unifran (Universidade de Franca), uma torta tem ficado na estufa quase que o dia todo sem ser mexida. A venda de salgados e refrigerantes no local caiu nas últimas duas semanas. O motivo é o adiamento do retorno às aulas. Programadas para voltar a partir do dia 3, elas só retornarão no próximo dia 17. O intuito é evitar o contágio pelo vírus influenza A H1N1, causador da nova gripe. Por conta dessas duas semanas extras não previstas, muitos comerciantes da cidade que trabalham para estudantes têm amargado prejuízos. Para Messias Santos Veloso, proprietário da cantina, suas vendas estão em média cinco vezes menores em relação à época de aulas. Somente na comercialização de salgados a redução foi de 87%. “Vendíamos em torno de 150 por dia, agora vendo 20 no máximo”. Segundo Messias, nessas duas semanas paradas, ele acredita que deixará de lucrar até R$ 3 mil livres. Pego de surpresa, Dionísio dos Santos, da Fast Cópias, disse que os 15 dias a mais parado representam uma perda de 50 mil fotocópias no seu negócio. Cada cópia custa R$ 0,08. No bar Noite Nossa, na Avenida Major Nicácio, o movimento caiu mais de 50%. O local é frequentado por universitários da Uni-Facef e da Faculdade de Direito e chega a receber em torno de 40 estudantes por noite. “O bar tem ficado vazio. A nossa esperança é recuperar na próxima semana. Esperamos que o pessoal esteja com saudade”, disse o barman Vander Moura Dias. Na empresa São José, cinco ônibus extras utilizado para reforço de linha estão parados na garagem por causa do adiamento das aulas. Mesmo sem depender dos estudantes, a dona de uma banca de pesponto Márcia Andréia de Souza também se sente prejudicada com o cancelamento das aulas. Ela é mãe de um casal de estudantes da rede estadual e precisará pagar, independente de não ter utilizado o serviço, pela van escolar. Para ela, essa é uma cobrança indevida, pois os dias parados deveriam ser descontados. Professor de administração, Nilton de Paula Pereira, disse que a demora no retorno dos estudantes provoca consequências econômicas e desequilibra o faturamento de muitos negócios. “Hotéis, imobiliárias e muitos bares dependem do movimento de estudantes. Eles aguardavam o retorno dos jovens e tinham programado essa volta às aulas. Com o adiamento, precisaram arcar com o prejuízo e replanejar o orçamento”.

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