Três sapateiros francanos integrantes de uma banda de pagode foram indiciados na manhã de ontem por tentativa de homicídio contra o delegado de Patrocínio Paulista, Manir Martos Salomão. Os músicos confessaram ter agredido o policial na madrugada da última segunda-feira na porta do Esporte Clube Meia Noite. Os jovens dizem ter agido para se defender quando Salomão os atacou com um pedaço de pau, um instrumento de metal e uma faca.
De acordo com o delegado seccional de Franca, Mauri de Camargo Segui, Salomão ainda está internado no Hospital São Joaquim onde passou por cirurgia para recuperar o maxilar fraturado. Ainda segundo Segui, o delegado afirma não se lembrar de nada do que aconteceu naquela noite. "Ainda não recebi o inquérito com o resultado do trabalho realizado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), mas fui informado de que os acusados apresentaram versões coerentes entre si. Eles foram ouvidos, liberados e não haverá pedido de prisão preventiva contra eles", afirmou o seccional.
Apenas um dos jovens foi preso na manhã de quinta-feira. A detenção aconteceu em cumprimento a um mandado de prisão relacionado a um processo de pagamento de pensão alimentícia, ou seja, não tem relação com as agressões ocorridas em Patrocínio.
CORREGEDORIA
Além do inquérito aberto para apurar as agressões contra o delegado, uma outra investigação deve avaliar a conduta do policial na noite em que ocorreu a tentativa de homicídio. Ela ficará sob a responsabilidade da Corregedoria da Polícia Civil, mas ainda não foi iniciada.
"Se for confirmado que a vítima não teve a postura que deveria ter um delegado de polícia, mesmo que em horário de folga, será avaliada sua responsabilidade no caso. Mesmo que ele tenha sido vítima", afirmou Segui.
Duas testemunhas disseram em entrevista ao Comércio que ao final da noite de domingo, Manir apresentava comportamento inconveniente. "Ele estava um pouco alterado. Estava tocando pagode e ele queria ouvir músicas de Roberto Carlos", disse uma mulher de 32 anos no dia seguinte ao crime.
O delegado Luiz Carlos de Almeida, responsável pela Corregedoria da Seccional, informou que espera o restabelecimento de Manir Salomão para então ouvi-lo oficialmente.
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