A reportagem do Comércio apurou junto a testemunhas, fontes ligadas à Seccional e com alguns dos próprios acusados a versão dada em depoimento. O delegado teria chegado ao clube Meia Noite já no início da madrugada de segunda-feira armado com um pedaço de pau, um instrumento de ferro e uma faca. Alterado, procurava um responsável pelo fato de ter sido expulso do local. Antes da agressão, Salomão foi colocado para fora por PMs e seguranças duas vezes. Em uma delas teria sido retirado após pedir músicas de Roberto Carlos à banda de pagode entre outras ameaças.
No momento em que retornou ao clube pela terceira vez, só restava o pessoal da limpeza e os músicos. Próximo ao portão de saída, o delegado teria reconhecido um dos pagodeiros e investido contra ele. O rapaz se esquivou e um segundo músico teria puxado o delegado para o lado, enquanto o terceiro jogava o capacete na direção de Salomão. Na confusão, ele foi desarmado e acabou caindo. As agressões continuaram com socos e pontapés. O policial sofreu ferimentos na cabeça, na face, perdeu dentes e teve o maxilar quebrado. Em seguida foi socorrido e levado para a Santa Casa do município, de onde foi transferido para o Hospital Unimed, em Franca.
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