Travesti pede ajuda após quase morrer


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VÍTIMA DO SILICONE - O travesti Pâmela deitado na cama da edícula onde mora, e na foto, exibindo o corpo antes da aplicação. Após aplicar silicone industrial nas coxas, ele sofreu graves inflamações e
VÍTIMA DO SILICONE - O travesti Pâmela deitado na cama da edícula onde mora, e na foto, exibindo o corpo antes da aplicação. Após aplicar silicone industrial nas coxas, ele sofreu graves inflamações e
O travesti Roney Carlos Rezende que quase morreu no final de maio depois de aplicar silicone industrial em suas pernas precisa de ajuda. Há um mês, ele vive numa cama e mal consegue se locomover. Ao lado da mãe, Vera Lúcia Rocha Rezende - uma técnica em enfermagem afastada por depressão -, Roney, cujo nome adotado como travesti é Pâmela, desde que saiu do hospital, onde ficou dois meses internado à beira da morte, não tem dinheiro para comprar remédios, alimentos e pagar as contas da edícula onde mora. No final de maio, o travesti aplicou 500 ml de silicone industrial em cada uma das coxas. A intenção era definir ainda mais o corpo, mas o produto foi rejeitado e causou uma grave infecção. Hoje, as coxas apresentam enormes feridas e estão em carne viva. Na edícula em que vivem, no bairro Santa Terezinha, os móveis precisaram ser vendidos para poder comprar comida. Não há mais sofá, computador, guarda-roupa e nem as cadeiras da mesa da cozinha. “Estamos ficando só com o essencial para sobreviver”, disse Vera. Com a dispensa vazia, ela precisou pedir auxílio para um pastor de uma igreja e também recorreu à Prefeitura. Ganhou uma cesta básica, ainda assim eles ainda precisam de leite, frutas e carne. “O médico pediu para comer muitos nutrientes e proteínas. Carne, principalmente músculo, que ajuda a fechar os buracos da pele”, disse a mãe. O travesti ganhava a vida se prostituindo, mas com as feridas ainda abertas e as sequelas da infecção não consegue andar. Passa os dias deitada numa cama montada na sala. Não pode tomar sol e sair de casa. “Não tenho como ganhar dinheiro assim. Estamos sobrevivendo apenas com os R$ 400 do auxílio que minha mãe recebe”. Roney não sabe quando conseguirá recuperar novamente o corpo escultural que tinha. “Foi frescura. Tinha o corpo perfeito e resolvi dar uma retocada. Acabei com a minha vida e não sei quando estarei boa de novo”. O travesti disse também que não teve medo de aplicar o silicone, pois já tinha passado pelo processo em outras ocasiões em São Paulo, quando aumentou peito e nádegas e afinou a cintura. “Me arrependi. Não aconselho ninguém. Só sobrevivi por milagre. O homem que aplicou o silicone em Roney não foi preso, mas a Polícia Civil continua a investigar o caso. Interessados em ajudar podem ligar no celular (16) 9283-7194 e falar com Vera.

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