Franca se tornou referência no comércio ilegal de diamantes


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<b>COLETIVA CONCORRIDA</b> - O delegado Felipe Hayashi, da PF de Ribeirão Preto, fala sobre o caso e diz que Franca se tornou um centro de distribuição do mercado de diamantes
<b>COLETIVA CONCORRIDA</b> - O delegado Felipe Hayashi, da PF de Ribeirão Preto, fala sobre o caso e diz que Franca se tornou um centro de distribuição do mercado de diamantes
Os diamantes lapidados em Franca eram adquiridos em garimpos localizados em Minas Gerais, Goiás, Rondônia e Mato Grosso. A Polícia Federal citou as cidades de Diamantina, Coromandel, Frutal e Uberlândia, todas em Minas, como as maiores fornecedoras. As pedras brutas eram compradas junto a garimpeiros e transportadas para Franca em carros. Por serem de pequeno porte, eram facilmente escondidas. Na cidade, eram trabalhadas em pequenas oficinas montadas nas casas dos lapidários. Depois de prontas, eram repassadas aos comerciantes, que se encarregavam de vendê-las para o exterior. "A organização atuava na aquisição e captação destes diamantes e gemas. Posteriormente, vendia para compradores nacionais ou estrangeiros. Tendo em vista a intensa atividade, acreditamos que haja um alto valor de dinheiro movimentado, entretanto, não temos dados concretos para divulgar", disse o delegado Felipe Hayashi. As negociações de lotes de diamantes mais valiosos sempre eram feitas em locais seguros, como casas ou escritórios dos atravessadores. Já as pedras com menor valor eram negociadas na Praça Barão mesmo, sem o cuidado de evitar olhares de curiosos. Segundo a Polícia Federal, a cidade se tornou uma referência para quem queria vender diamantes e se tornou uma espécie de centro de distribuição. "Franca concentrava os principais integrantes da organização criminosa, que possuía ramificações em São José do Rio Preto, Frutal, Uberlândia e São Paulo". As investigações apuraram vendas de pedras preciosas para países da Europa, América Central e Oriente Médio. "As remessas se davam de forma clandestina pelos próprios integrantes da organização criminosa ou por estrangeiros que vinham ao Brasil para aquisição destes diamantes". Ainda de acordo com o delegado, as negociações, normalmente, se dão em dólares e, conforme grau de pureza e classificação atribuída ao diamante, uma pedra pode valer até R$ 1 milhão.

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