Viaturas e policiais mudam rotina do Centro


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LOCAL DA AÇÃO - Vista aérea da Praça Barão, na região central de Franca, onde equipes da Polícia Federal estiveram na manhã de ontem
LOCAL DA AÇÃO - Vista aérea da Praça Barão, na região central de Franca, onde equipes da Polícia Federal estiveram na manhã de ontem
Boa parte dos 140 homens que a Polícia Federal "espalhou" por cinco cidades de São Paulo e Minas Gerais pôde ser encontrada nas ruas do Centro de Franca na manhã de ontem. Desde as 6 horas, equipes com em média seis viaturas tomaram de assalto seis pontos da cidade, a maioria no Centro. Entre as ações dos agentes, a mais visível foi a "ocupação" da Praça Barão. Mal havia amanhecido quando sete viaturas da Polícia Federal com cerca de 21 homens chegaram com tranquilidade no local. Duas delas ficaram estratégicamente estacionadas em frente ao edifício Esmeralda - conhecido ponto de encontro e comércio de diamantes, bem no coração da praça. As outras cinco passaram reto e entraram à esquerda, indo parar na Rua do Comércio, na porta de um pequeno prédio onde funciona o escritório de Mozair Ferreira Molina - um dos suspeitos de comercializar diamantes irregularmente. Nas cinco cidades, os policiais cumpriram 31 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva expedidos pela Justiça. De acordo com pessoas que presenciaram a ação policial no Centro de Franca, a ação foi conduzida sem alarde ou correria. "Eles desceram dos carros, entraram nos prédios e saíram sem falar com ninguém sobre o assunto. Estavam tão tranquilos que nem parecia que eles estavam no meio de uma operação. Até pararam para tomar um café", disse a atendente de uma das lanchonetes da praça. O proprietário do Café Globo, Élsio Elias, contou que quando abriu as portas do café às 6h30, os policiais já estavam lá e permaneceram no local até por volta das 10 horas. "A gente não vê muita coisa aqui de dentro, mas o pessoal na praça não falou em outra coisa o dia inteiro", disse o comerciante. De fato, já no fim da tarde, a reportagem retornou à praça Barão e o assunto ressoava nas rodas de conversas e pontos comerciais do local. Durante todo o dia a praça foi reflexo da curiosidade despertada pela ação da PF. Onde os diamantários costumam se sentar para mostrar mercadorias, houve somente um vazio. Já nos balcões dos bares e restaurantes, lotação máxima de especuladores. "Acho que prenderam umas 15 pessoas" ou "Que será que era: tráfico, estelionato, pedofilia...". Estes foram alguns dos muitos comentários ouvidos pela reportagem à tarde na Praça Barão. "Ninguém sabia direito o que tinha acontecido. Só no início da tarde, bem depois deles terem ido embora, é que se descobriu que a ação tinha a ver com diamantes. Nem assim o falatório parou...", disse Élsio.

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