A lei antifumo passou a vigorar na última sexta-feira, dia 7 de agosto, e não mudou o comportamento dos fumantes apenas quando estão em bares ou restaurantes. Desde que começou a ser divulgada, a nova lei estadual tem feito muitos dependentes recorrerem a meios de combater o vício. Só nas farmácias, a venda de gomas de mascar e adesivos à base de nicotina está até quatro vezes maior. A procura por cursos de tabagismo também aumentou.
Com a legislação, fumar em ambientes fechados de uso coletivo está terminantemente proibido em todo Estado. Se alguém for flagrado fumando, o estabelecimento será multado e poderá até ser interditado.
As 19 lojas da Droga Farma registraram crescimento médio de 30% nas vendas de comprimidos e gomas para fumantes. Mas a demanda por adesivos de nicotina está quatro vezes maior. “Meses atrás vendíamos 30 caixas de adesivos por semana e agora o volume chega a 120 unidades”, disse o farmacêutico Fabrício Pedroza. A caixa com sete adesivos custa cerca de R$ 40. O uso é de um adesivo por dia.
Pedroza disse que os clientes têm sido motivados a lutar contra o vício pela lei antifumo. “A pessoa se sente discriminada ao acender um cigarro. Vários consumidores nos falam da grande dificuldade que enfrentam com a restrição dos locais que permitem fumar e que precisam combater a dependência”.
O interesse pelo programa de tabagismo do Capsad (Centro de Atendimento Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas) de Franca cresceu 25% no último mês. Antes a média mensal era em torno de 40 usuários e subiu para 50. A busca por ajuda atinge ambos os sexos e é mais comum em pessoas acima dos 40 anos. O secretário de Saúde Alexandre Ferreira disse que a nova legislação incentivou a procura por tratamento e que o impacto maior será sentido nos próximos meses.
“As pessoas querem se livrar do fumo por constrangimento. Dizem que a sociedade não tolera mais o fumante. Antes a procura era por questão de saúde e hoje é mais social”. A entidade oferece atendimento aos fumantes desde outubro de 2008. Os participantes são acompanhados por médico, psiquiatra, psicólogo e assistente social. As reuniões são semanais e acontecem durante um mês e meio.
A lei antifumo entrou em vigor no dia 7 de agosto. No último fim de semana, a Vigilância Sanitária Estadual fiscalizou 75 estabelecimentos de uso coletivo, mas não encontrou indícios de fumo.
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