Três testemunhas ouvidas pela em momentos distintos, ontem à tarde, em Patrocínio Paulista, afirmaram que o estopim para a confusão teria sido a preferência musical do delegado. Uma mulher de 32 anos, que atuou na organização do evento, só gravou entrevista sob a condição de anonimato. Seus dados pessoais, bem como o número do celular, foram guardados pelo Comércio.
Comércio - Você avistou o delegado no clube?
Testemunha - Avistei. Ele estava se divertindo lá dentro, como todos os outros.
Comércio - O que foi que aconteceu?
Testemunha - Ele estava um pouco alterado, porque tinha consumido bebida alcoólica. Lá, era um pagode e ele queria ouvir músicas do Roberto Carlos. Então, começou a tumultuar junto ao DJ e ao pessoal da mesa de som. Ele até foi retirado do salão pelos seguranças, porque queria quebrar a mesa de som. O delegado saiu numa boa e foi embora. Quando o baile acabou, pouco depois da meia-noite, ele voltou e começou a querer quebrar tudo de novo.
Comércio - O delegado estava bravo?
Testemunha - Táva (sic). O delegado batia o cassetete. Aí, o pessoal da Polícia Militar retirou ele. Os dois militares, pegou cada um de um lado, retirou ele do recinto, colocou na viatura e foram embora (sic). Trancamos o salão e acabou a festa. Depois disto, não sei o que aconteceu. A última coisa que vimos foi ele saindo, sendo retirado pelos policiais.
Comércio - O que o delegado dizia quando voltou ao salão após ser retirado pela primeira vez?
Testemunha - Ele gritava que iria parar com aquilo, que não gostava daquele estilo de música. Estava alterado.
Comércio - Ele consumiu bebidas alcoólicas no clube?
Testemunha - Consumiu... cerveja.
Comércio - Ele estava armado?
Testemunha - Não, não. Na volta é que eu vi que ele estava com um cassetete. Ele estava normal antes. Só ficava falando que não gostava daquele tipo de som. Ele queria parar tudo e colocar o som dele. Ele queria que acabasse o pagode e que tocasse Roberto Carlos.
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