O 19º domingo do Tempo Comum coincide com o Dia dos Pais. As leituras da Palavra de Deus nos apresentam o 1º livro dos Reis 19; a Carta aos Efésios 4 e o trecho do evangelho escrito por São João 6.
A primeira leitura relata o drama do profeta Elias, que chega a pensar em morrer, diante da frustração que enfrenta com o povo de Deus que se deixa influenciar pelo autoritarismo de Jezabel, rainha bonita, inteligente e perversa.
Ela exige que seus súditos abandonem o culto de Javé e adorem Baal, o deus do furacão que comanda o ciclo das chuvas e dá fecundidade aos campos e animais.
O profeta Elias ali está e suas palavras queimam como fogo. Faz ameaças, opera milagres, invoca castigos do céu. Jezabel, sua grande inimiga, é muito forte e procura todos os modos para eliminá-lo. Elias percebe que ficou só. O povo inteiro traiu o Senhor e abandonou a fé.
O que ele faz? No começo se esconde. Em seguida, decide fugir para longe. A travessia do deserto não é fácil. As dificuldades são muitas, os perigos são enormes.
A uma certa altura, sente uma fraqueza e um desalento tão profundos, a ponto de não conseguir caminhar mais.
Deus não abandona o profeta; está ao seu lado, proporciona-lhe alimento que lhe dá vigor, mas não o dispensa do sofrimento.
A experiência de Elias é semelhante à nossa. O deserto que Elias deve atravessar é a imagem da caminhada da nossa vida. Nós também nos deparamos com situações difíceis e complicadas; há momentos nos quais nos sentimos profundamente desencantados até com a religião.
Deus, porém, não se esquece de nós, está ao nosso lado, nos acompanha, como fez com o seu profeta. Ele não nos dispensa das nossas tarefas, não toma o nosso lugar, não nos carrega no colo. Aponta-nos o caminho a ser percorrido e não nos deixa faltar o pão, que renova as nossas forças.
No trecho da Carta aos Efésios, que é a 2ª leitura, Paulo fala da situação do escravo e da situação do cristão. O cristão pertence definitivamente a Deus e portanto, há vícios que devem ser evitados e uma série de virtudes que devem ser praticadas.
Os vícios são: a rispidez, a indignação, a ira, a gritaria, a maledicência e a malignidade. As virtudes são: cordialidade, afabilidade, os sentimentos de misericórdia, a bondade.
No evangelho de domingo passado Jesus afirmou que era o "pão descido do céu". O trecho de hoje começa com a reação dos judeus diante dessas palavras: eles murmuram contra Jesus. Eles não entendem e não aceitam o que ele diz, pois, afirmam conhecer sua família.
Jesus é o rosto humano de Deus e os judeus recusam esta idéia. Para eles, Jesus é um homem qualquer.
Para alguns, a humanidade de Cristo é o intermediário que conduz a Deus, para outros é um obstáculo. A todos Deus concede a possibilidade de conhecê-lo: "Todos serão ensinados por Deus", garante Jesus.
Quem o encontra, com certeza, é um privilegiado. Todas as manifestações de Deus constituem um dom imenso, maravilhoso.
Hoje, como no passado, as posições tomadas diante de Cristo são diferentes: passa-se da acolhida à indiferença, à recusa.
Jesus quer nos alimentar. "Comer este pão do céu", significa acolher a sabedoria vinda do céu mesmo.
<b>DIA DOS PAIS</b>
Quero cumprimentar cada pai que existe no mundo cumprindo com amor e dedicação a sua missão.
Como é bela a missão do Pai: expressa Deus no meio do mundo. As alegrias e tristezas, as dores e a labuta serão recompensadas por Deus hoje e sempre. Parabéns e felicidade.
<b>SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA</b>
Deste domingo e até o próximo sábado celebra-se a Semana Nacional da Família. O tema central é: "Família, Igreja doméstica, caminho para o discipulado".
“Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”, esclarece o assessor da Comissão para a Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antônio Bento.
“O contexto atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo ardor missionário para ajudar as famílias a não perderem de vista a sua missão primordial de ser a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”, conclui o assessor. Com reflexões, palestras, orações e missas, vamos rezar por nossas famílias.
<b>PARA MEDITAR</b>
“É na pessoa de Jesus, enquanto pão (isto é, dom amoroso), é na sua carne para a vida do mundo que se revela a humanidade de Deus. Em sua carne tornou-se Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Aceitá-lo em sua humanidade é passar da morte à vida”.
<b>PENSAMENTO</b>
"Sagrada Família, abençoai a minha família".
<b>José Geraldo Segantin</b>
<i>Pároco da Catedral de Franca</i>
segantin@comerciodafranca.com.br
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