No almoço, jantar ou seja no lanche da tarde, para muitos o que não deve faltar como acompanhamento é o refrigerante. Essa bebida, apesar dos quatro séculos de idade que possui, ainda é uma incógnita para muitos. Como é feito o refrigerante? A partir do quê? E ainda pode surgir outra pergunta: mas o que é mesmo tal bebida?
Para saciar a sede de curiosidade dos leitores, o Comércio visitou a única fábrica de refrigerantes da cidade, a Fors. Lá foi descoberto que independente do produto, o processo de produção do líquido é sempre o mesmo. Quem contou um pouco da história da bebida foi o químico Gilmar Simões Rama, 52 anos, 25 deles trabalhados no setor de produção de refrigerantes. Além da fábrica francana, ele foi funcionário da Antarctica, em Ribeirão Preto.
“Se não fosse o gás (carbônico), o refrigerante seria na verdade um suco”, contou ele, que criou a fórmula da Fors. “Nós compramos o gás carbônico em líquido, o açúcar também vem líquido. Retiramos a água de poços artesianos e ainda há os aromas e extratos, que precisam vir sempre de uma mesma empresa para que o sabor não seja alterado”, contou Gilmar.
O químico detalhou que experiências para a produção de refrigerantes foram feitas a partir do abacaxi. A fruta guardada em um engradado até o processo quase de fermentação pode se tornar um refrigerante. Só faltará o gás. O refrigerante surgiu em 1676 em Paris (França) a partir da mistura de água, sumo de limão (que poderia ser de abacaxi) e açúcar. Em 1830, ele passou a ser um produto comercializado.
No século XIX, a função do "refri" era medicinal. A Coca-Cola, por exemplo, criada em 1886 pelo farmacêutico John Pemberton (1831-1888), nos Estados Unidos, foi vendida em farmácias para ajudar na digestão.
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